Projeto Arte e Ciência propõe autonomia de jovens na interação com a ciência

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Experimentos permitem que crianças interajam com princípios da física, matemática e biologia (crédito: reprodução/arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

O Projeto Arte e Ciência no Parque completa uma década de existência com o compromisso de despertar o interesse de jovens no conhecimento científico. Realizado, a princípio, por meio de eventos em parques municipais de São Paulo, o projeto passou também a ser apresentado em escolas.

Conforme publicado no Jornal da USP, o projeto de extensão foi desenvolvido com a aprovação de um edital de popularização e divulgação da ciência e tecnologia do CNPq.  Mikiya Muramatsu, professor do Instituto de Física da USP e responsável pelo projeto, afirma que nesses dez anos atividades e exposições foram realizadas em parques municipais de São Paulo, mas também em ambientes escolares, a medida que foram surgindo demandas de escolas públicas para sediarem os eventos.

Exposições, oficinas para construir pequenos instrumentos (como caleidoscópios e lunetas) bem como atividades que fomentam a compreensão sobre os princípios da física, biologia e matemática, são algumas das iniciativas organizadas pelo Arte e Ciência.  

Com o crescimento do projeto, algumas alterações foram realizadas para aprimorar a manipulação do conhecimento científico nas escolas. Por exemplo, no início as oficinas e atividades eram pensadas para estudantes do Ensino Médio, mas com o tempo Muramatsu notou a importância de motivar e encantar alunos do ensino básico, mudando o foco dos trabalhos.

Incentivados pela troca de experiências, as oficinas e eventos ocorrem depois de uma conversa com os professores, onde são apresentados os objetivos do projeto no intuito de envolver o corpo escolar no processo de aprendizagem dos alunos. 

O Projeto Arte e Ciência trabalha com a possibilidade de tornar palpável o conhecimento científico por meio de instrumentos interativos e atividades que aproximam estudantes do saber científico.

Nesse sentido, o professor Muramatsu afirmou em entrevista ao Jornal da Usp, que o trabalho com experimentos pode ser um ponto inicial para mudanças na sala de aula, uma vez que se propõe a estimular o protagonismo do aluno, que se depara sozinho com dúvidas que podem ser elaboradas junto aos professores, criando um ambiente mais horizontal e dinâmico para interagir com a ciência. 

Texto elaborado com base no conteúdo divulgado no Jornal da Usp, disponível aqui

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