Fla-Flu no cérebro: primeiros passos da neuromatemática representada

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Primeiras representações da pesquisa utilizando técnicas visuais (crédito: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Quais são os desafios colocados para a representação imagética da ciência? Como a imagem, sem elementos textuais, pode ser capaz de gerar e transmitir conhecimento? Essas são algumas das interrogações que envolvem o projeto de pesquisa Neuromatemática Representada: A Imagem na Difusão Científica. Com o objetivo prático de criar pequenos vídeos que representem pesquisas na área, esse trabalho se propõe a explorar as potencialidades da imagem para transmissão do saber no universo da neuromatemática.

O artigo Fla-Flu no Cérebro, assinado pelo diretor do CEPID NeuroMat Antonio Galves, serve como referência para a criação do primeiro vídeo, dando início ao processo prático da pesquisa. O texto busca compartilhar os questionamentos e desafios enfrentados pela neurociência na busca por compreender dinâmicas cerebrais.

Para isso, Galves criou uma metáfora em que os neurônios são comparados a torcedores assistindo um jogo do Fla-Flu no estádio do Maracanã. Os neurocientistas seriam observadores que, fora do estádio, tentam entender o que acontece no jogo apenas observando a torcida.

O cenário descrito pelo autor diminui a distância entre o objeto de estudo dos cientistas e as experiências vivenciadas em sociedade. Imaginar uma torcida é relativamente mais palpável para quem não tem proximidade com a neurociência, do que imaginar uma população de neurônios. Tendo isso em mente, a metáfora contribui para construir uma imagem mental ilustrativa do conhecimento específico colocado no texto.

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Rascunho inicial das ilustrações (crédito: arquivo pessoal)

Um dos desafios que se coloca para mim nessa pesquisa, é o de explorar outras faces da imagem negando a função ilustrativa e explorando sua complexidade – indo de encontro com os estudos desenvolvidos por Josep Català sobre o conceito de imagem complexa, base teórica da pesquisa.

Nesse primeiro projeto, no entanto, vou utilizar os elementos visuais propiciadas pela metáfora, portanto, seu potencial ilustrativo, a fim de criar familiaridade com as técnicas que serão utilizadas nos próximos trabalhos, os quais devem romper com a característica ilustrativa e contribuir para se pensar em outra forma de comunicar a ciência por meio de elementos imagéticos.

Para além disso, há também neste primeiro trabalho prático um esforço, que estará presente em todos os outros, em tornar o conteúdo  de pesquisas na neuromatemática mais acessível e colaborar para a sua difusão.

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