Novas frentes no esforço de divulgação da ciência

O CEPID NeuroMat atualmente hospeda cinco projetos de divulgação científica, financiados pela FAPESP. Esses projetos focalizam em muitos aspectos de como desenvolver uma estratégia de mídia para melhorar a comunicação científica: tecnologias colaborativas, transmedia, interações entre especialistas e públicos interessados, treinamento de jornalistas científicos.

Estes projetos, que fazem parte do projeto Mídia e Ciência da FAPESP, partilham a compreensão básica do NeuroMat sobre o trabalho de divulgação científica: a expectativa é que as contribuições para a comunicação científica, a educação e a exposição estejam à margem dos conhecimentos científicos sobre como disseminar Ciência.

Isto significa que o avanço dos resultados práticos na disseminação da ciência depende da prática e da teoria que se movem simultaneamente. A associação entre a disseminação de projetos concretos e reflexões teóricas sobre esses projetos e divulgação científica tem sido um marco da estratégia de disseminação científica do NeuroMat.

Uma evidência desse investimento na produção teórica é a participação contínua em eventos científicos. A equipe de divulgação científica do NeuroMat participou de sete conferências desde 2016, incluindo o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM), com três apresentações. Em junho, um membro da equipe apresentará na Conferência da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS).

A equipe de divulgação científica do NeuroMat também tem mantido com pelo menos dois posts por semana um blog em português sobre processos e resultados associados ao seu trabalho. O blog está disponível aqui.

O coordenador de divulgação científica do NeuroMat, Fernando J. da Paixão (UNICAMP) e o gerente de comunicação, João Alexandre Peschanski (FCL), são responsáveis ​​por liderar esses projetos.

As realizações de pesquisa da equipe estão disponíveis em uma página especial em uma plataforma chamada Wikiversidade. Este link inclui resultados de pesquisa, eventos, descrições de treinamento on-line e projetos de pesquisa.

Projetos individuais

Dois projetos de divulgação científica estão associados à Iniciativa Wikipedia do NeuroMat. Marília Reinato Carrera trabalha na melhoria do conteúdo de Matemática Básica na enciclopédia eletrônica em português. Este trabalho é apoiado pelo pesquisador Anatoli Iambartsev, do NeuroMat. O projeto de Carrera chama-se “Matemática falada: descrição áudio das entradas de Probabilidade e Estatística na Wikipédia”, e de acordo com sua descrição oficial:

Dado o direito à educação da população, de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil e o papel fundamental da matemática Para a formação de indivíduos, de acordo com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o projeto de pesquisa tem como objetivo contribuir para a divulgação científica através de projetos da Wikipédia, no contexto da Iniciativa Wikipedia do CEPID NeuroMat. Probabilidade e estatística para as pessoas com deficiência visual. Dada a importância das Tecnologias Assistivas para a acessibilidade digital, o projeto de pesquisa pretende refletir sobre como as tecnologias da web 2.0 podem estimular a disseminação do conhecimento científico entre a sociedade.

O trabalho de Carrera funciona em paralelo com as atividades Wikipédia de Wilson Vicentim. Ele atualmente detém uma posição do que é conhecido como Wikipedian-in-residence, contribuindo para melhorar a forma como a comunidade NeuroMat interage com projetos Wikimedia e para traduzir o conhecimento científico em entradas Wikipedia. Conforme o andamento do projeto, Vicentim está interessado em entender como a cultura científica de um país está associada à qualidade das contribuições para entradas científicas na Wikipedia.

Carrera e Vicentim são o terceiro projeto de pesquisa que a FAPESP financiou para trabalhar a Wikipedia no NeuroMat. O primeiro beneficiário da FAPESP foi David Alves, que trabalhou teoricamente sobre os possíveis usos da Wikipédia para disseminar a ciência e que também estava empenhado em melhorar a conexão entre a pesquisa de alto nível da equipe NeuroMat e as plataformas de mídia web 2.0.

Ao lado do trabalho associado à Iniciativa Wikipedia, a equipe de divulgação científica NeuroMat tem três outras frentes de atividades. Giulia Ebohon tem explorado novas formas de representar visualmente ciência que o NeuroMat produz. Seu projeto de pesquisa chama-se “Representando a Neuromatemática: a imagem na disseminação científica”, e afirma que:

Como a textualidade, as imagens são fontes de conhecimento e podem ser ilustração e representação do conhecimento. Josep Maria Català, o projeto de investigação pretende utilizar a comunicação visual como uma ferramenta para interrogar a dualidade entre arte e ciência e, ao mesmo tempo, explorar caminhos imaginários que enriquecem a compreensão do real no campo da Neuromatemática, contribuindo para a sua divulgação.

Praticamente, Ebohon produzirá vídeos em timelapse sobre pesquisas produzidas pelo NeuroMat.

O trabalho de Karolina Bergamo está focado nas iniciativas de saúde pública do NeuroMat: AMPARO e ABRAÇO. Bergamo está atualmente trabalhando no lançamento do site ABRAÇO, que visa se tornar uma referência para a pesquisa de lesões do plexo braquial, e ferramentas educacionais sobre esse tipo de lesões. O desafio teórico que Bergamo enfrenta é a dinâmica de comunicação adequada entre cientistas, profissionais de saúde e pacientes. Ela tem se envolvido no desenvolvimento de um livro de quadrinhos para explicar o que é a lesão do plexo braquial.

Por fim, como parte de um compromisso de ampliar a formação de profissionais de comunicação científica, o NeuroMat assumiu o desafio de desenvolver um curso on-line sobre jornalismo científico. Daniel Dieb é o pesquisador de comunicações que está trabalhando no desenvolvimento de conteúdo para este curso. O curso segue estritamente um currículo que a FAPESP estabeleceu como obrigatório para qualquer jornalista científico que apoie. O desafio teórico que Dieb enfrenta é de como definir o escopo e os limites do jornalismo científico, especialmente em um contexto de mídia em constante evolução.

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