Fla-Flu no Cérebro: a construção de um roteiro

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(crédito: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Representar em imagens um artigo científico é um processo não convencional de apreensão do conhecimento. Ao me debruçar sobre o artigo Fla-Flu no Cérebro – assinado por Antonio Galves, coordenador do CEPID NeuroMat – mergulhei no conteúdo que estava sendo narrado para que pudesse desenvolver um roteiro que conduziu a criação do primeiro vídeo da minha pesquisa: Neuromatemática Representada.

Em um primeiro momento, o contato com o conteúdo gerou um estranhamento já previsto, uma vez que não tenho familiaridade com a temática. Para atenuar a distância, contei com a ajuda de Antonio Galves, autor do artigo, que esclareceu algumas dúvidas e explicou os conceitos principais de seu objeto de estudo. Assim, pudemos determinar quais elementos mereciam destaque no vídeo e quais poderiam ficar em segundo plano.

Além disso, esse diálogo inicial com o próprio pesquisador foi importante porque ajudou a estruturar a ordem em que a pesquisa foi apresentada e também porque trouxe elementos que contribuíram para a criação de uma narrativa ainda mais acessível para leigos.

Você pode substituir “regularidade presente na desordem visível”, por “ordem diante da bagunça que os cientistas enfrentam”, por exemplo.

Para fazer o roteiro, tive que me apropriar da pesquisa, seguindo inclusive uma sugestão do coordenador: “tente contá-la com as suas palavras”. Desse exercício de ouvir um especialista no assunto e ao mesmo tempo permitir que minha compreensão ajudasse a manipular o conteúdo, fui selecionando, sintetizando e montando um roteiro que levou em conta a linearidade escolhida pelo pesquisador, mas que também estruturou outra forma de apresentar a temática, por meio de imagens.

Definido o esqueleto do projeto, passei a desenhá-lo imaginando qual imagem melhor se adaptaria às passagens escolhidas da pesquisa. Nessa etapa, o esforço já feito pelo autor de utilizar metáforas para aproximar o leitor do objeto de estudo, me ajudou. Portanto, quando possível, me utilizei de algumas imagens mentais que o texto induzia e as representei no papel.

O processo criativo que acompanhou a produção dos desenhos foi bastante ligado ao material apresentado na pesquisa, de modo que um tom ilustrativo pode ser facilmente observado no resultado final do vídeo. Reconhecendo a importância do processo para apreender algo que não é familiar, esse primeiro roteiro e representação foram fundamentais para concretizar uma ideia e compreender as etapas e desafios técnicos para a produção de um vídeo em time-lapse.

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