Fla-Flu no Cérebro: edição, último mas não menos importante

Screen Shot 2017-06-08 at 10.57.46 AM

(crédito: arquivo pessoal)

 

Por Giulia Ebohon

Cinco etapas nortearam o desenvolvimento do primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada*. A criação do roteiro, o processo de criação dos desenhos, a produção do vídeo, a gravação do áudio e a edição.

O Final Cut Pro X foi o programa escolhido para dar conta da edição do vídeo. A decisão surgiu a partir de conversas com pessoas que já trabalharam com time lapse e de tutoriais que utilizavam esse software para fins semelhantes ao da pesquisa.

Por estar trabalhando com a técnica time lapse, ao invés de um vídeo corrido, em que seria necessário apenas acelerar o tempo de visualização; trabalhei com cerca de 3 mil fotos que deveriam caber em aproximadamente três minutos de vídeo.

Trabalhar com um grande número de imagens demanda tempo, pois todos os comandos devem ser aplicados em todas elas de uma única vez. Ao importar todas as fotos no programa, selecionei e arrastei todas para a linha do tempo – local onde as  ferramentas estão disponíveis para a edição.

Foram horas de gravação para suprimir em poucos minutos, portanto utilizei uma ferramenta que torna possível escolher quantos frames devem aparecer por segundo no vídeo, e selecionei a opção um. Depois de aplicar a duração em todas as fotos, o tamanho do vídeo foi reduzido para cinco minutos.

Durante as filmagens, o tripé com a câmera ficou posicionado do lado oposto da mesa, portanto as imagens estavam ao contrário. Também com a os comandos do Final Cut pude inverter todas as imagens de uma vez.

Mas a duração do vídeo ainda estava muito maior do que gostaríamos. Decidi tirar todos os frames em que minha mão não aparece – intervalos em que estou trocando de tinta ou de caneta para pincel). Foi o suficiente para o vídeo ficar com exatos três minutos. Por fim, adicionei um efeito de balanço de branco para tentar deixar as fotos ainda mais parecidas em termos de iluminação.

A segunda etapa da edição foi a incorporação do áudio. Importei o arquivo de som para o programa, num processo semelhante ao que fiz com as imagens. Em seguida, arrastei o arquivo para a linha do tempo e uma tira de cor diferente apareceu logo em cima das imagens, indicando onde estava o arquivo de voz e onde era possível ajustá-lo.

Como o áudio narra a pesquisa, gostaria que as imagens estivessem sincronizadas com o que estava sendo dito. Pensando nisso, alterei numa série de tentativas e erros o tempo de passagens de frames por segundo, em diferentes momentos do vídeo. Por isso, é possível reparar momentos em que a velocidade varia entre as imagens. Essa foi uma das grandes dificuldades de edição, mas que contribuiu significativamente para o resultado final do vídeo.

*Relatei anteriormente os primeiros passos de execução da Neuromatemática Representada. Uma pesquisa que busca investigar como a imagem por si só pode transmitir conhecimento científico. Iniciando o caminho prático do estudo,  o artigo Fla-Flu no Cérebro, assinado pelo diretor do CEPID NeuroMat Antonio Galves, serviu como referência para a criação do primeiro vídeo e teve o valioso papel de me revelar as reais dificuldades em produzir e editar um projeto audio-visual.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s