Intercom 2017: Acesso aberto e divulgação científica

Na semana passada, entre os dias 3 e 9 de setembro, aconteceu em Curitiba, Paraná, o 40º Congresso Nacional de Ciências da Comunicação. Assim como em 2009, o evento se passou no campus da Universidade Positivo. Neste ano, o CEPID NeuroMat enviou os pesquisadores Daniel Dieb e Giulia Ebohon para apresentarem os respectivos artigos. Eles também participaram de eventos e mesas relacionados à divulgação científica. Esta é a primeira das postagens que irá falar sobre a Intercom.

Sob a moderação de Maria Ataide Malcher, deu-se na quinta-feira pela manhã a mesa “Acesso aberto e as restrições dos territórios de divulgação científica: achados do fórum Confibercom, análises e perspectivas”. Foram três os convidados a falar sobre o assunto: Paulo Serra, da Universidade de Beira Interior, de Portugal; Cicilia Peruzzo, da Universidade Metodista de São Paulo, e Antonio Esparcia, da Universidade de Málaga, Espanha.

Para Cicilia Peruzzo, a divulgação científica do modo que é, formada por empresas comerciais, dificulta o acesso ao conhecimento produzido pela pesquisa, além de existir uma “hierarquização a partir da língua inglesa”. A soma dessa estrutura mais a pressão produtivista por artigos, diz a professora, faz com que os pesquisadores adaptem seus objetivos de pesquisa para o que normalmente é aceito pelas revistas acadêmicas. Assim, abre-se mão de estar alinhado com a produção e as necessidades do campo de pesquisa de seu país para conseguir uma publicação nessas revistas.

Já Antonio Esparcia deu como exemplo a política do governo espanhol de influenciar os pesquisadores a publicar os artigos em revistas de alto fator de impacto, mas cujo acesso é, em geral, restrito à assinantes. “Há uma publicação massiva de artigos que ninguém lê”, disse o professor espanhol, que também criticou a cobertura desigual das principais revistas acadêmicas do mundo em termos de geografia e idioma, sempre favorável à produção dos Estados Unidos, Canadá e Europa e em inglês. Paulo, por fim, tratou do acesso aberto, “que não significa universal” por causa das barreiras de “idioma, acessibilidade e infraestrutura”. Além disso, ele também falou das revistas de divulgação, as quais paga-se não só pela publicação do artigo, mas pela avaliação e principalmente para ter a marca delas em seu currículo.

 

 

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