Critérios de autoria preservam a integridade na comunicação científica

* Por Lilian Nassi-Calò

A crescente demanda por transparência e abertura na pesquisa e comunicação científica tem por objetivo aumentar a confiabilidade e reprodutibilidade dos resultados publicados. A atribuição de autoria, por sua relevância nos processos acadêmicos de avaliação e recompensa, exige comprometimento, transparência e regras claramente definidas.

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Como funciona a plataforma de consulta do Museu do Ipiranga

Saiba os detalhes de como funciona a plataforma de consulta do acervo do Museu do Ipiranga

Museu do Ipiranga
Fachada do Museu do Ipiranga, ou Museu Paulista da USP, em São Paulo (Crédito: Wikimedia Commons/José Marcos Oliva CC BY-SA 4.0)

* Por Giovanna Fontenelle

A parceria do NeuroMat com o Museu Paulista pretende carregar praticamente todo o acervo da instituição no Commons, a plataforma multimídia dos projetos Wiki. Para tal tarefa, recorre-se muito ao banco de dados do próprio Ipiranga, chamado de Icono, onde todas as informações sobre as obras do museu ficam reunidas.

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Revista Pesquisa FAPESP: Fluxos transacionais do conhecimento

*Por Fabrício Marques

Em estudo publicado em janeiro na revista Scientometrics, um grupo liderado pelo economista Eduardo da Motta e Albuquerque, pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar-UFMG), mapeou o crescimento das colaborações científicas. Observou-se que o número de artigos publicados no mundo, indexados na base Web of Science, subiu de 1,2 milhão em 2000 para 2 milhões em 2015 e ao mesmo tempo a proporção de papers escritos por coautores de países diferentes mais que dobrou, indo de 10% do total em 2000 para 21% 15 anos mais tarde.

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Labjor, da Unicamp, organiza evento de divulgação científica de 24 a 26 de abril

Os alunos pós-graduação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Unicamp, organizam o 5º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (EDICC 5). O evento será realizado entre 24 e 26 de abril, na Unicamp, e tem como tema “Ciência, tecnologia e cultura: resistir e transbordar”. Em relação as apresentações de convidados, elas serão divididas em três modalidades: Ouvintes, Comunicações Orais e Relatos de Experiência.

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Revista Pesquisa FAPESP: Disseminação desigual – pt. 2

*Por Rodrigo de Oliveira Andrade

(continuação da matéria postada no dia 10 de março)

Paradoxo
O estudo publicado na PLOS ONE destaca um fato curioso relacionado à percepção sobre o reúso: os pesquisadores que mais se preocupam com a credibilidade dos dados que pretendem utilizar são os que se mostram mais dispostos a reaproveitar registros produzidos por terceiros. Já os que quase nunca reutilizam têm mais dificuldade para entender os benefícios dessa prática e avaliar a qualidade das informações disponíveis.

No estudo How and why researchers share data (and why they don’t), desenvolvido em 2014 pela editora John Wiley & Sons com quase 3 mil pesquisadores de diferentes áreas e países, verificou-se que os alemães são os mais dispostos a compartilhar dados, com o objetivo de aumentar a visibilidade e garantir a transparência de suas pesquisas. Já os chineses são menos propensos a dividir com outros informações de pesquisa, sobretudo porque isso não é um requisito para o financiamento. Os brasileiros reclamaram do trabalho extra para organizar essa massa de dados, dos custos para hospedá-la e das dificuldades para encontrar repositórios adequados.

Em estudos sobre o reúso de dados científicos, pesquisadores frequentemente alegam que se sentem receosos em fornecer suas informações porque ainda querem explorá-las em novos estudos ou temem não receber os créditos pela cessão. Esses e outros temores também foram verificados no relatório Open Data: The research perspective, da editora Elsevier. Mas o mesmo estudo constatou que 73% dos entrevistados julgavam que o acesso a dados científicos de terceiros poderia beneficiar suas próprias pesquisas e que 64% deles se mostravam dispostos a compartilhar informações com outros pesquisadores.

O principal desafio, segundo Claudia Bauzer Medeiros, é promover o reúso de informações científicas, mostrando aos pesquisadores os benefícios da prática, e ao mesmo tempo agir para combater os casos de apropriação indevida de dados. Outra estratégia desejável, segundo ela, é a criação de cursos que ensinem pesquisadores e alunos a preparar dados e experimentos para compartilhamento. “Esse tipo de treinamento já é padrão em vários países do mundo, tendo em alguns casos se tornado uma exigência na formação de pesquisadores”, completa.

Renata Curty argumenta que é preciso investir em sistemas que verifiquem a qualidade dos dados disponibilizados e em recompensas para os pesquisadores que adotarem essa prática. Nos Estados Unidos já existem algumas iniciativas nesse sentido. Uma delas é a Plataforma Global de Informações sobre Biodiversidade (GBIF), que reúne quase 850 milhões de registros de espécies, 6 milhões deles oriundos do Brasil (ver Pesquisa FAPESP nº 263). Ao cadastrar os dados primários de suas pesquisas na GBIF, os pesquisadores podem gerar um Data Paper, um documento que pode ser publicado on-line em plataformas de acesso aberto voltadas para descrever conjuntos de informações de pesquisas consideradas valiosas. Existem publicações dedicadas a disseminar esses artigos de dados, segundo a pesquisadora da UEL, como o Biodiversity Data Journal, oData in Brief, da Elsevier, e o Scientific Data, do grupo Nature.

*Essa reportagem foi publicada originalmente e na íntegra na edição de Março de 2018 da revista Pesquisa FAPESP e pode ser acessada aqui.

Revista Pesquisa FAPESP: Disseminação desigual – pt. 1

*Por Rodrigo de Oliveira Andrade

O reúso de dados de pesquisa vem crescendo, mas ainda está longe de se consolidar no ambiente científico. A prática, que consiste em fazer estudos aproveitando dados gerados em experimentos anteriores de outros pesquisadores, dissemina-se mais efetivamente nas ciências exatas e biológicas, enquanto enfrenta resistência nas ciências sociais. Em geral, os pesquisadores que trabalham com informações obtidas por meio de modelos computacionais ou sensores remotos se sentem mais confortáveis em reaproveitar dados de terceiros. Essa é uma das conclusões de um artigo publicado na revista PLOS ONE pela cientista de dados Renata Curty, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná.

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Blogs como forma de comunicação científica na era das redes sociais

*Por Lilian Nassi-Calò

Nos anos 2.000 foram lançados milhares de blogs com alguma referência à ciência. Destes, cerca de 2.500 podiam ser considerados verdadeiramente científicos, muitos deles mantidos por instituições acadêmicas e periódicos renomados, porém também inúmeros deles escritos por estudantes de pós-graduação, pós-doutores, professores universitários, professores de ciências e jornalistas profissionais, segundo um estudo publicado em 2007 no periódico Cell.

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