Apresentação dos encaminhamentos do projeto à equipe de difusão

*Por Miréia Figueiredo

Na última reunião semanal da equipe de difusão (03/09), apresentei aos colegas os encaminhamentos do meu projeto teórico. Depois de analisarmos os anais de três congressos (Intercom, ABCiber e Compós), eu e Fernanda encerramos a coleta com 111 artigos a serem consultados. Essa base de dados servirá tanto para a minha pesquisa quanto para a dela, por isso, dividiremos as leituras.

Na apresentação, contei sobre a minha dificuldade, no início das leituras, de encontrar artigos que abordassem todos os tópicos da minha pesquisa. Enquanto alguns se concentravam, exclusivamente, nas explicações teóricas sobre fake news, por exemplo, outros, só tocavam na questão do jornalismo científico sem se aprofundar no assunto da desinformação.

O artigo que transformou esse cenário foi “A Ciência e a Mídia: A propagação de Fake News e sua relação com o movimento Anti-Vacina no Brasil”, escrito por Luiza Saraiva e Joana de Faria para o Intercom nacional do ano passado. A partir dele, então, pude formular perguntas que guiariam minhas investigações pelos outros artigos.

Assim, inicio uma nova etapa da pesquisa. Agora, com uma leitura mais focada, com uma divisão de artigos mais precisa (eu e Fernanda leremos 47 artigos cada) e com datas definidas. Nossos artigos serão submetidos ao Intercom nacional no começo de outubro.

O método da etiquetagem

Imagem de Annalise Batista por Pixabay

*Por Miréia Figueiredo

Nas últimas semanas, tenho lido os trabalhos da Intercom para situar o debate científico acerca dos assuntos tratados pela minha pesquisa. No entanto, selecionar os textos para essa leitura tem sido uma tarefa mais complicada do que imaginava. 

Pelo o que tenho notado até aqui, as explicações relacionadas às problemáticas do meu tema tendem a ser breves. Assim, uma leitura que pelo título parceria promissora, muitas vezes, acaba abordando superficialmente os tópicos pesquisados.

Em uma das reuniões de orientação com João Alexandre Peschanski, eu e Fernanda Volchan percebemos que não havíamos feito a coleta dos artigos do Intercom regional. Nesse sentido, estávamos deixando de lado uma base de dados importante. Percebido o desfalque, logo foram incluídos outros trabalhos nas buscas e pude entrar em contato com explicações mais detalhadas sobre questões que vinha investigando.

Nessa mesma reunião, João sugeriu que eu fizesse as próximas leituras realizando a etiquetagem. O método da etiquetagem consiste em criar um sistema de cores para destacar os assuntos do texto. Normalmente, ela é feita em uma etapa mais avançada da pesquisa, porém, devido às minhas dificuldades com a seleção da literatura, poderia tentar a estratégia nesse momento. Separar os artigos em blocos temáticos seria uma forma de perceber as principais ideias escritas pelos autores e como elas poderiam ser aproveitadas para o meu projeto.

Escrevo esse post depois de já ter testado o método e acho que ele realmente me ajudou bastante. O fato de ter feito uma escolha de textos mais apurada certamente também influenciou no resultado positivo. Mas etiquetar com cores diversas os tópicos mais relevantes foi um passo elementar para organizar o pensamento.

Entendendo o PISA

*Por Miréia Figueiredo

Na última quinta-feira (13/8), no encontro semanal da equipe de difusão, o supervisor Fernando da Paixão apresentou um panorama do PISA. Fernando estuda essa avaliação há muitos anos e tenta, a partir dos resultados, pensar e propor formas de melhorar a qualidade do ensino básico no Brasil.

O PISA avalia o desempenho de alunos em áreas como matemática, ciência e leitura e é aplicado a cada dois anos. Na última edição, em 2018, dentre os 79 países participantes, o Brasil figurava entre as últimas posições nos três tipos de conhecimento avaliados. Sendo o 70º colocado em matemática, 66º em ciência e 57º em leitura.

Reprodução: BBC (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50646695)

Alguns tópicos citados durante a apresentação como causas desse resultado foram: a baixa qualidade dos livros didáticos e também um desajuste na formação dos professores que tendem a associar o aprendizado sempre ao que acontece nas salas de aula. Dessa forma, muitas vezes, subestima-se o que pode ser feito em ambientes pedagógicos não-convencionais, como a internet. Há ainda que se lembrar da baixa remuneração dos docentes brasileiros em comparação aos países que ocupam posições superiores na classificação.

Por fim, Fernando chamou a atenção para o fato de que até mesmo as escolas particulares não têm boa avaliação nesse exame. É evidente, então, que se trata de um problema estrutural no país e precisa do esforço de muitos agentes para começar a ser solucionado.

Muitas linhas de pensamento e ideias de como direcionar os investimentos nesse setor acabam gerando uma tensão no meio. Por outro lado, existe um consenso geral sobre o papel da educação no desenvolvimento econômico e social de um país. “Na área da educação, existem opiniões diversas, mas acho que não tão diferentes”, Fernando conclui.

Apresentação do projeto: os primeiros passos da pesquisa

*Por Miréia Figueiredo

Nessa semana, apresentei o meu projeto em uma reunião online para a equipe de difusão. Estou na fase inicial da pesquisa e contei tanto sobre qual será minha produção prática quanto teórica. Como já comentado aqui no meu primeiro post, meu projeto prático será dar continuidade ao curso de Introdução ao Jornalismo Científico criado pelo bolsista Daniel Dieb, em 2017, na plataforma da Wikiversidade.

O artigo que irei escrever como resultado das minhas investigações teóricas será orientado em torno da seguinte pergunta: quais são as medidas do jornalismo científico para combater a desinformação científica? A segunda parte da questão ainda não é definitiva, gostaria de abordar no meu artigo tanto fake news científicas quanto as pseudociências. Mas ainda preciso ler mais materiais a respeito do assunto para me certificar que ambos conceitos podem ser agrupados na noção de “desinformação científica”.

Ter apresentado o projeto assim no começo foi uma experiência diferente das que eu já tinha passado com outras pesquisas, normalmente, apresentando-as depois de já ter elaborado os resultados finais. A participação dos meus colegas foi bem legal também, eles me deram sugestões do que abordar no artigo e possíveis relações com conteúdos que eu ainda não tinha considerado.

Minha experiência como bolsista de jornalismo científico no NeuroMat

* Por Thais May Carvalho

No final desta semana chegará ao fim minha bolsa do Programa José Reis de Incentivo ao Jornalismo Científico. Me juntei à equipe difusão científica do NeuroMat em junho de 2019. Nesse um ano e dois meses de trabalho, fui responsável pela publicação de 55 posts neste blog, a criação de dois artigos acadêmicos (um sobre realidade virtual e outro sobre divulgação científica no YouTube) e a produção de 28 vídeos no canal do NeuroMat no YouTube, entre eles estão lives de eventos que aconteceram no centro, vídeos em 360 graus, a série Faísca NeuroMat, entre muitos outros.

Por conta disso, durante minha estada no NeuroMat foi possível colocar em prática e aprimorar ainda mais habilidades que havia aprendido durante a faculdade de jornalismo, como a edição de vídeos, a pré-produção de conteúdo, a escrita acadêmica e jornalística e a atividade de entrevista, por exemplo.

Mas a minha experiência dentro do CEPID NeuroMat não se traduz somente nessas publicações. Neste período eu entrei em contato profundo com o meio acadêmico, e assim passei a entender melhor o que é fazer ciência e como é ser um cientista no Brasil. Quando uma descoberta sai no jornal, nem sempre pensamos na quantidade de pessoas envolvidas nesse processo, nos anos de trabalho que levaram até o momento da publicação ou nos obstáculos (sejam eles burocráticos ou no desenvolvimento da pesquisa) que são encontrados no meio do caminho. Porém, observando de perto o dia-a-dia dos pesquisadores do NeuroMat, a minha perspectiva sobre essa questão se ampliou.

Além disso, pude conhecer cientistas das mais diversas área, como biólogos, matemáticos, físicos, neurocientistas e cientistas da computação. Dessa forma, seja por meio de entrevistas ou de conversas informais nos corredores, entrei em contato com áreas do conhecimento que até então eram estranhas para mim, e isso também ajudou a ampliar meu universo científico. 

De forma geral, pensando na perspectiva de uma comunicadora, essa experiência foi de extrema importância para minhas atividades futuras, sejam elas na área acadêmica ou no jornalismo.