Ciência e imagem se juntam no primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada

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Trabalho final do vídeo baseado na pesquisa Fla-Flu no cérebro (crédito: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Uma série de desafios e descobertas compuseram o processo de criação do primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada. Após diversas etapas, o vídeo foi concluído e recentemente divulgado no site do NeuroMat.

O trabalho traz ilustrações baseadas no artigo acadêmico Fla-Flu no Cérebro, de Antonio Galves, que aborda as dificuldades que cientistas encontram ao tentarem entender o comportamento dos neurônios e a busca pela resposta por meio da neuromatemática.
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Revista Pesquisa FAPESP – Antídotos contra notícias falsas

*Reportagem publicada em março de 2017 na Revista Pesquisa FAPESP

Um dos temas que movimentaram a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizada em Boston em fevereiro, foi a proliferação de notícias falsas na internet. Uma palestra de Kevin Elliott, professor de ética da Universidade do Estado de Michigan, mostrou que o fenômeno, que ganhou destaque no mundo político dos Estados Unidos desde a última campanha eleitoral, é um antigo conhecido da ciência. Elliott mencionou os estudos enviesados patrocinados durante décadas pela indústria do tabaco para mascarar os efeitos deletérios do cigarro para a saúde, além de casos recentes, como a manipulação de testes de emissão de poluentes promovida pela Volkswagen, descoberta em 2015.

Um bom antídoto contra as notícias científicas falsas, segundo o pesquisador, é manter algum ceticismo quando o responsável pela pesquisa tem algum interesse direto no resultado favorável. O mais seguro, quando se deseja saber o que a ciência tem a dizer sobre um problema específico, é consultar os relatórios temáticos que sociedades científicas respeitadas costumam produzir. “Assim, evitam-se interpretações excêntricas”, afirmou Elliott.

Já a apresentação de Dominique Brossard, professora da Universidade de Wisconsin-Madison, propôs que, na divulgação de fatos científicos, é tênue a linha que separa a fraude pura e simples e os efeitos do jornalismo de má qualidade. A falsa informação, disse, é disseminada com o intuito de enganar e influenciar pessoas. Ela citou um estudo que realizou com um aluno da Universidade Yale sobre as notícias bizarras publicadas num tabloide sensacionalista distribuído em supermercados nos Estados Unidos, como recém-nascidos com 15 quilos de peso, ataques de alienígenas e insetos gigantes. Segundo o estudo, a maioria das informações é inventada, mas uma parte é composta por histórias reais inusitadas, sem que o leitor possa separar uma coisa da outra.

Já o jornalismo científico de má qualidade produz situações nebulosas. Dominique citou um estudo que ganhou repercussão nas redes sociais, segundo o qual a cafeína preveniria o câncer, mas que se baseava num ensaio com apenas 10 indivíduos. “Os jornalistas não são treinados para aferir a validade de um estudo. Eles tentam enfatizar o lado humano da notícia em manchetes como: ‘Novos estudos trazem esperança para familiares de vítimas do mal de Alzheimer’”, comentou, de acordo com o serviço de notícias EurekAlert. Como isso gera expectativas, espalha-se nas redes sociais.

Dominique sugeriu três estratégias para enfrentar o problema. A primeira é uma convocação para que cientistas se disponham a explicar melhor o que estão fazendo e a ajudar jornalistas a avaliar os achados científicos. A segunda é envolver instituições científicas no monitoramento nas redes sociais de notícias falsas envolvendo suas pesquisas, divulgando esclarecimentos sempre que necessário. A terceira é convencer as ferramentas de busca na internet a retirar de seus registros referências a trabalhos científicos que sofreram retratação.

Fla-Flu no Cérebro: edição, último mas não menos importante

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(crédito: arquivo pessoal)

 

Por Giulia Ebohon

Cinco etapas nortearam o desenvolvimento do primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada*. A criação do roteiro, o processo de criação dos desenhos, a produção do vídeo, a gravação do áudio e a edição.

O Final Cut Pro X foi o programa escolhido para dar conta da edição do vídeo. A decisão surgiu a partir de conversas com pessoas que já trabalharam com time lapse e de tutoriais que utilizavam esse software para fins semelhantes ao da pesquisa. Continue Lendo “Fla-Flu no Cérebro: edição, último mas não menos importante”

Fla-Flu no Cérebro: microfone, gravador, ação!

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(crédito: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Seguindo a ordem de etapas realizadas para a construção do primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada*, a gravação do áudio foi o último passo de produção do vídeo antes da edição. Apenas um microfone e um gravador foram necessários para a gravação, porém, um ambiente silencioso foi determinante para a qualidade do áudio.

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Confira as TEDTalks do “matemágico” Arthur Benjamin

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Arthur Benjamin. Créditos: AllenS / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0
Por Célio Costa Filho
Muitas pessoas consideram a matemática uma matéria difícil e complicada de se aprender e, nesse contexto, a internet e o ambiente virtual oferecem diversas ferramentas que podem atenuar ou até mesmo reverter essa percepção comum. Uma dessas ferramentas consiste nas chamadas TEDTalks. Mas afinal, o que são elas e o que é TED?

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Fla-Flu no Cérebro: por trás da câmera

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Primeira etapa da gravação da pesquisa Neuromatemática Representada (foto: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Existe um abismo entre saber e não saber. Gosto de pensar que adquirir conhecimento sobre algo é um processo lento, que envolve tatear, manusear, conviver com um novo objeto de estudo até que a estranheza dê lugar a familiaridade. No esforço de produzir o primeiro vídeo da pesquisa Neuromatemática Representada*, reconheci ainda mais que as perguntas são um sinal de aprendizado.

Ao contrário de desenhar, produzir um conteúdo audiovisual foi um novo desafio.  Por não ter nenhum domínio sobre as técnicas necessárias para realizá-lo, diversos estágios de aprendizado marcaram os bastidores desse primeiro resultado prático da pesquisa.

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Doutoranda do IME colabora com edição do verbete Teorema da Bayes na Wikipédia e comenta a diferença entre frequentistas e bayesianos em estatística

Simone Harnik. Créditos: arquivo pessoal

Por Marília Carrera

Na última segunda-feira (12/6), aconteceu a gravação do verbete Teorema de Bayes, na reta final do projeto de pesquisa Matemática Falada: Audiodescrição de Verbetes de Probabilidade e Estatística. Enquanto os artigos anteriores foram revisados pelo professor Anatoly Yambartsev, o verbete Teorema de Bayes foi revisto pela doutoranda do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) Simone Harnik. De maneira semelhante aos artigos anteriores, a melhoria do verbete Teorema de Bayes envolveu a tradução do texto do Inglês para o Português disponível na Wikipédia.

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