Revista Pesquisa FAPESP: Relação Delicada

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(crédito: pixabay/Couleur)

Por Redação*

Em 1935, o poeta Fernando Pessoa resumiu as razões pelas quais arte e ciência habitaram mundos distintos por gerações e gerações. Para ele, enquanto a ciência descrevia as coisas como elas eram, a arte descrevia as coisas como elas eram sentidas. À luz do novo milênio, entretanto, o poeta certamente enxergaria um novo cenário, em que ciência e arte passam a ter objetivos comuns.

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Revista Pesquisa FAPESP: Loucura artística

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(crédito: pixabay/kh89)

Por Alexandre Agabiti Fernandez*

O cinema se presta, mais do que qualquer outra forma de arte, à representação de transtornos mentais. Paranoicos, psicóticos e outros transtornados fascinam ou perturbam o espectador porque a loucura interrompe a ordem imanente do mundo e as modalidades habituais de percepção deste. Cinema e loucura – Conhecendo os transtornos mentais através dos filmes (Artmed), de J. Landeira-Fernandez e Elie Cheniaux, é a primeira obra publicada entre nós a classificar sistematicamente os distúrbios mentais de personagens cinematográficos.

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Revista Pesquisa FAPESP: A onipresença da imagem

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(crédito: Pixabay/Kapa65)

Por Mauricio Puls*

Presentes nos documentos pessoais, nas publicações impressas e nas redes sociais, as fotos se tornaram imprescindíveis ao funcionamento da sociedade moderna. No livro Picture ahead – A Kodak e a construção do turista-fotógrafo, a fotógrafa e professora de artes visuais Lívia Aquino, coordenadora da Pós-graduação em Fotografia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de São Paulo, mostra que essa onipresença da imagem emergiu após um longo processo de popularização das câmeras, no qual a Kodak, fabricante norte-americana de máquinas fotográficas, desempenhou um papel decisivo.

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Revista Pesquisa FAPESP: Modernidade intercontinental

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(crédito: CC0 Public Domain/Pixabay)

*Por Márcio Ferrari

Uma das mais importantes coleções de arte italiana da primeira metade do século XX – certamente a mais importante em continente americano – se encontra em São Paulo. É bem conhecida historicamente por ter sido um dos núcleos fundadores do acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP). Mas agora, ao ser exposta no marco das comemorações dos 50 anos da instituição, aparece reorganizada e reavaliada, graças ao trabalho Obras italianas das coleções Francisco Matarazzo Sobrinho e Yolanda Penteado, de Ana Gonçalves Magalhães, docente e curadora da Divisão de Pesquisa em Arte, Teoria e Crítica do museu.

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