Interseccionalidade e comunicação: um encontro bem-vindo

*Por: Carolina Salles Carvalho

Hoje, vou voltar à minha pesquisa teórica, inserindo a interseccionalidade no contexto da comunicação. Ainda que esse conceito/metodologia tenha nascido(a) atrelado(a) à área do direito como campo de estudo, a comunicação logo incorporou esse alicerce teórico para analisar produções midiáticas, a partir do conceito “interseccionalidade representacional”, que abarca a construção cultural e os sentidos marginalizados sobre os sujeitos, numa seara que abarca não só as produções midiáticas, mas que se fazem presente nas relações sociais.

No Brasil, a pesquisadora Fernanda Carrara é referência na área e aponta que os produtos jornalísticos, publicitários e de mídia massiva – da fotografia aos modos de interação assíncrona propostos pelas tecnologias digitais – podem reproduzir e reforçar dinâmicas de opressão interseccionais.

Essa autora propõe um quadro metodológico com o intuito de transcender o conceito e apresentar operadores analíticos e ferramentas epistemológicas para uso na nossa área, trazendo a imagem de uma roleta interseccional, em que que as varetas giram e “se iluminam” em busca de atravessamentos relevantes para o contexto de determinada pergunta de pesquisa: “(….) aqui se busca perceber como opressões interseccionais rasuram a subjetividade, os discursos, os produtos e espaços comunicacionais e podem ser fundamentais para composição dos sujeitos  e  dos  seus  comportamentos  em  interação. Nesse sentido, não se negligencia aqui o ethos de justiça social, essencial a qualquer  aplicação  do  conceito.  A interseccionalidade em Comunicação serve, portanto, como um aparato para expor injustiças representacionais e discursivas, propondo ferramentas de equidade”, ela ressalta em um artigo científico publicado em 2021.

Interseccionalidade: um novo caminho teórico para a pesquisa

*por Carolina Salles Carvalho

Nesse último mês, um novo conceito foi adicionado ao meu repertório e tem guiado as minhas leituras para o projeto teórico previsto na bolsa: interseccionalidade. O termo foi proposto pela jurista e acadêmica Kimberlé Crenshaw há cerca de 30 anos e, desde então, foi amplamente difundido ao nomear as opressões e violências invisíveis.

Esse conceito busca compreender como, num certo período, as relações sociais de poder que envolvem diferentes marcadores (raça, classe, gênero, orientação sexual, a nacionalidade, a etnia, entre outros) se manifestam como categorias que se sobrepõem e funcionam de maneira unificada, com sujeitos sofrendo diferentes dinâmicas de subjugação concomitantemente.

Em um momento inicial, procurei referências que me permitissem compreender a interseccionalidade na sua amplitude. Nessas leituras, descobri que o conceito nasceu no movimento feminista negro norteamericano, pois ficou evidente que as necessidades específicas dessas mulheres vinham sendo ignoradas pelos movimentos sociais antirracistas, feministas ou encabeçados por sindicatos atuantes em defesa da classe trabalhadora.

Em uma próxima postagem, detalho como a interseccionalidade pode ser usada como uma metodologia na área de comunicação, servindo como base  para o meu trabalho. Por fim, esse livro que ilustra a postagem – além da linda ilustração – é uma boa dica de leitura para quem quer conhecer o tema.   

Metodologia e comunicação

Captura de tela do curso Introdução ao Jornalismo Científico na Wikiversidade

*Por Miréia Figueiredo

Ontem (05/11), tive uma reunião com meu orientador João Alexandre Peschanski para a elaboração do tópico “Metodologia e Comunicação” do curso da Wikiversidade. Na conversa, foram decididos alguns temas a serem abordados nessa aula, como: situar o campo da comunicação, indicar os objetos de estudo e formas de coletar dados e explicar o caráter experimental da pesquisa na área.

A comunicação como um desdobramento das ciências sociais e a recente área de humanidades digitais foram pontos destacados por João. O encontro foi rápido mas bastante elucidativo sobre o principal assunto a ser desenvolvido nesse tópico.

Até o momento, eu usava o livro “Métodos da pesquisa em comunicação: Projetos, ideias, práticas”, de Luís Mauro Sá Martino para basear a escrita do conteúdo. Por indicação de João, adicionei o trabalho “Pesquisa em comunicação” de Maria Immacolata às referências.

Repercussão da série Faísca NeuroMat

*Por Thais May Carvalho

Os primeiros dois episódios do “Faísca NeuroMat”, que fala sobre conceitos científicos e os relaciona com a questão do coronavírus, foram ao ar nos dias 12 e 26 de maio e tiveram uma ótima repercussão. Apresentado pelo físico Fernando da Paixão, o primeiro programa contou com a participação da professora Aline Duarte e o segundo com a professora Florencia Leonardi, ambas do IME-USP.

O trabalho foi destaque em diversas publicações, incluindo as páginas do Governo do Estado de São Paulo, da Agência FAPESP, da Câmara Municipal de Araraquara, do Conselho Regional de Estatística da 3ª Região e do Jornal da USP

Ao todo, os dois vídeos já somam quase duas mil visualizações. Se você quiser assisti-los, basta entrar no canal do YouTube do NeuroMat.

Melhorando biografias de mulheres na Wikipédia

Por Cassidy Villeneuve*

Apenas cerca de 17% das biografias na Wikipédia são sobre mulheres. Isto é um problema. Se uma das fontes mais populares de informação em todo o mundo não é representativa para todas as pessoas, os milhões de leitores que fazem buscas na Wikipédia todo mês não estão obtendo a imagem completa do conhecimento por aí.

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