O que os cientistas pensam sobre a Web 2.0 na ciência

*Por Thais May Carvalho

Desde os anos 90, a internet tem sido responsável por profundas mudanças na maneira como nós fazemos as coisas, e isso não é diferente no caso da ciência. Nesse contexto da revolução online, surgiu algo que se convencionou chamar de Web 2.0, que consiste em tecnologias de colaboração no qual o usuário pode interagir com ou outros, criar seu próprio conteúdo e compartilhá-lo com outras pessoas, como são os casos das redes sociais, dos sites de vídeo e foto, dos blogs e das wikis, por exemplo.

Uma pesquisa online feita em 2011 por Diego Ponte e Judith Simon com 345 acadêmicos apresentou resultados curiosos sobre a opinião que eles têm sobre o uso da Web 2.0 no meio científico. De forma geral, os pesquisadores que responderam ao questionário enxergam diversos benefícios na Web 2.0, porém, a área ainda não se adaptou completamente a essas tecnologias.

Um terço dos acadêmicos afirmou utilizar plataformas da Web 2.0 e a maior parte deles pretende usá-las no futuro durante todas as etapas da produção científica. Porém, ela parece ainda mais atrativa quando se trata da revisão de trabalhos e da disseminação das pesquisas.

Além disso, os pesquisadores, em sua maioria, gostariam que o tipo de licença autoral de seus trabalhos seja Creative Commons e que o acesso aos artigos seja livre. De acordo com esse estudo, isso mostra como os cientistas, desde que identificados como autores do projeto, estão preocupados com a disseminação do conhecimento que produzem, o que não acontece atualmente, já que, em diversos casos, os direitos são transferidos para a revista/site que publica o artigo, sendo que muitos deles são pagos.

Referência bibliográfica: PONTE, Diego; SIMON, Judith. Scholarly communication 2.0: Exploring researchers’ opinions on Web 2.0 for scientific knowledge creation, evaluation and dissemination. Serials review, v. 37, n. 3, p. 149-156, 2011.

Como funciona a plataforma de consulta do Museu do Ipiranga

Saiba os detalhes de como funciona a plataforma de consulta do acervo do Museu do Ipiranga

Museu do Ipiranga
Fachada do Museu do Ipiranga, ou Museu Paulista da USP, em São Paulo (Crédito: Wikimedia Commons/José Marcos Oliva CC BY-SA 4.0)

* Por Giovanna Fontenelle

A parceria do NeuroMat com o Museu Paulista pretende carregar praticamente todo o acervo da instituição no Commons, a plataforma multimídia dos projetos Wiki. Para tal tarefa, recorre-se muito ao banco de dados do próprio Ipiranga, chamado de Icono, onde todas as informações sobre as obras do museu ficam reunidas.

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NeuroMat disponibiliza fotografias de São Paulo tiradas por Guilherme Gaensly

* Por Giovanna Fontenelle

A primeira etapa na parceria do Museu Paulista com o NeuroMat em 2018 foi o carregamento de 138 imagens do fotógrafo Guilherme Gaensly no Commons, a plataforma multimídia dos projetos Wiki. Estes arquivos pertenciam ao acervo da instituição e já estavam em domínio público há 20 anos.

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Os desafios da comunicação entre médicos e pacientes

medico-paciente
Ilustração: Creative Commons CC0

Por Karolina Bergamo

A começar pela famosa (e muitas vezes ininteligível) “letra de médico”, vários aspectos da medicina são tidos como incompreensíveis pela maioria das pessoas. O conhecimento clínico na área da saúde, especialmente no âmbito do tratamento, é quase exclusividade de profissionais da saúde. E o público leigo, quando se torna paciente, não raro deposita nas mãos desses profissionais 100% da responsabilidade de cura.

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A pesquisa sobre a Wikipédia na educação: uma entrevista com Robert E. Cummings

Por João Alexandre Peschanski e Célio Costa Filho

A Wikipédia e seus projetos irmãos têm sido alvo cada vez mais frequente de pesquisas científicas. Repositórios acadêmicos, tais como o Google Scholar, chegam a listar centenas de milhares de entradas nas quais a Wikipédia é citada no título de artigos, livros e outras publicações. Tal interesse crescente em estudar os projetos Wikimedia é especialmente perceptível no campo da educação, por exemplo, contando com um número igualmente crescente de estudos de caso sobre os usos educacionais da Wikipédia. Continue Lendo “A pesquisa sobre a Wikipédia na educação: uma entrevista com Robert E. Cummings”