O fenômeno do livro ‘Sapiens’

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Por Daniel Dieb

Não sai da lista de mais vendidos do New York Times o livro “Sapiens: Uma Breve História da Humanidade” (LP&M), que inclusive ocupa o topo da versão brasileira da lista. Bill Gates e Mark Zuckerberg colocaram-no em suas listas de livros favoritos e o autor, Yuval Harari, recentemente foi entrevistado por Pedro Bial para o talk show “Conversa com Bial”, da TV Globo.

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Museu da Vida organiza simpósio sobre divulgação científica

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Por Econt – Obra do próprio, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7815203

Ocorre entre os dias 31 de julho e 1 de agosto, no Rio de Janeiro, o simpósio “A ciência da divulgação científica: a construção de um campo acadêmico”, cujo mote é a pesquisa na área de divulgação científica. O evento, que marca o início do ano letivo do mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, acontece na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no Museu de Vida, na Casa de Oswaldo Cruz, no bairro de Manguinhos.

O Museu da Vida organiza o simpósio ao lado do grupo de mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e do grupo de especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, ambos da Casa de Oswaldo Cruz. O encontro ainda recebe o apoio da Rede Internacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia (PCST, em sua sigla em inglês) e da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe (RedPOP).

A abertura ocorreu hoje pela manhã e contou com a participação de Paulo Elian, diretor da Casa de Oswaldo Cruz, de Alessandro Batista, chefe do Museu da Vida, e de Luisa Massarani, coordenadora do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e diretora da RedPOP. Em seguida, a primeira conferência foi “The Past, Present, and Future (!) of Science Communication Research”, e contou com o palestrante Bruce Lewenstein, da Cornell University, dos Estados Unidos.

Além da Lewenstein e Massarani, o simpósio contará com as participações de Dominique Brossard (Wisconsin University), Melanie Smallman (University College London), Martha Marandino (USP), Yurij Castelfranchi (UFMG), Sibele Cazelli (Mast), Simone Pallone (Unicamp), Claudia Juberg (UFRJ), Jéssica Norberto (Fundação Cecierj), Luiz Bento (Fundação Cecierj), Luís Amorim (Museu da Vida/COC/Fiocruz) e Carla Almeida (Museu da Vida/COC/Fiocruz).

O evento não requer inscrições prévias e a agenda completa pode ser acessada aqui.

 

Revista Pesquisa FAPESP – Antídotos contra notícias falsas

*Reportagem publicada em março de 2017 na Revista Pesquisa FAPESP

Um dos temas que movimentaram a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizada em Boston em fevereiro, foi a proliferação de notícias falsas na internet. Uma palestra de Kevin Elliott, professor de ética da Universidade do Estado de Michigan, mostrou que o fenômeno, que ganhou destaque no mundo político dos Estados Unidos desde a última campanha eleitoral, é um antigo conhecido da ciência. Elliott mencionou os estudos enviesados patrocinados durante décadas pela indústria do tabaco para mascarar os efeitos deletérios do cigarro para a saúde, além de casos recentes, como a manipulação de testes de emissão de poluentes promovida pela Volkswagen, descoberta em 2015.

Um bom antídoto contra as notícias científicas falsas, segundo o pesquisador, é manter algum ceticismo quando o responsável pela pesquisa tem algum interesse direto no resultado favorável. O mais seguro, quando se deseja saber o que a ciência tem a dizer sobre um problema específico, é consultar os relatórios temáticos que sociedades científicas respeitadas costumam produzir. “Assim, evitam-se interpretações excêntricas”, afirmou Elliott.

Já a apresentação de Dominique Brossard, professora da Universidade de Wisconsin-Madison, propôs que, na divulgação de fatos científicos, é tênue a linha que separa a fraude pura e simples e os efeitos do jornalismo de má qualidade. A falsa informação, disse, é disseminada com o intuito de enganar e influenciar pessoas. Ela citou um estudo que realizou com um aluno da Universidade Yale sobre as notícias bizarras publicadas num tabloide sensacionalista distribuído em supermercados nos Estados Unidos, como recém-nascidos com 15 quilos de peso, ataques de alienígenas e insetos gigantes. Segundo o estudo, a maioria das informações é inventada, mas uma parte é composta por histórias reais inusitadas, sem que o leitor possa separar uma coisa da outra.

Já o jornalismo científico de má qualidade produz situações nebulosas. Dominique citou um estudo que ganhou repercussão nas redes sociais, segundo o qual a cafeína preveniria o câncer, mas que se baseava num ensaio com apenas 10 indivíduos. “Os jornalistas não são treinados para aferir a validade de um estudo. Eles tentam enfatizar o lado humano da notícia em manchetes como: ‘Novos estudos trazem esperança para familiares de vítimas do mal de Alzheimer’”, comentou, de acordo com o serviço de notícias EurekAlert. Como isso gera expectativas, espalha-se nas redes sociais.

Dominique sugeriu três estratégias para enfrentar o problema. A primeira é uma convocação para que cientistas se disponham a explicar melhor o que estão fazendo e a ajudar jornalistas a avaliar os achados científicos. A segunda é envolver instituições científicas no monitoramento nas redes sociais de notícias falsas envolvendo suas pesquisas, divulgando esclarecimentos sempre que necessário. A terceira é convencer as ferramentas de busca na internet a retirar de seus registros referências a trabalhos científicos que sofreram retratação.

Novo projeto do NeuroMat pesquisa os desafios da comunicação em cartilhas na área da saúde

Karolina Bergamo no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática – CEPID NeuroMat

Por Karolina Bergamo

Olá, sou a Karolina, jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, e nova integrante da equipe de difusão científica do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão – CEPID NeuroMat. Sob orientação dos professores Fernando da Paixão e João Alexandre Peschanski, me candidatei ao Programa José Reis de Incentivo ao Jornalismo Científico (Mídia Ciência), da FAPESP, que concede bolsas de pesquisa com o objetivo de estimular a capacitação de profissionais de mídia para trabalhar com a cobertura de assuntos da área das ciências. Continue Lendo “Novo projeto do NeuroMat pesquisa os desafios da comunicação em cartilhas na área da saúde”

Revista Pesquisa FAPESP — Momento de transição

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Créditos: Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0

Por Carlos Fiovaravanti*

Em fevereiro de 2012, o jornal espanhol Público parou de publicar a edição impressa, mantendo apenas a on-line. Uma das 126 pessoas dispensadas foi a editora de Ciência, Patrícia Fernández de Lis, que tratou de dar forma a uma alternativa em que já vinha pensando. Vendo que as notícias de ciência atraíam muitos leitores, ela formou uma equipe, conseguiu patrocinadores e criou o site Materia, lançado em julho de 2012, com notícias em primeira mão sobre ciência e tecnologia. Em um ano havia 1,5 milhão de usuários únicos e acordos de republicação de seu conteúdo em cerca de 200 jornais de países de língua espanhola. Em setembro de 2014 o jornal El País, o de maior circulação na Espanha, começou a republicar com exclusividade o noticiário do Materia e Patrícia assumiu o cargo de redatora-chefe de Ciência e Tecnologia do jornal, onde trabalhara antes de ir para o Público.

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Revista Pesquisa FAPESP — Paz relativa

 

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Créditos: Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0

Por Carlos Fiovaravanti*

Em 2008, Ana Lúcia Azevedo, então editora de ciência do jornal O Globo, recebeu a tarefa de preparar com urgência uma reportagem sobre os 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro. O historiador a quem ela ligou para marcar uma entrevista concordou com seu plano de reportagem e em seguida lhe pediu: “Venha daqui a dois meses”.

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Jornalista do Núcleo de Divulgação Científica da USP, Tabita Said fala sobre o jornalismo científico no país

Tabita Said. Créditos: Arquivo pessoal
Tabita Said. Créditos: Arquivo pessoal

Por Marília Carrera

Talvez isto seja o mais fascinante na ciência. Você passa a ouvir nomes de áreas de estudo que jamais imaginou que existiam. Mesmo assim, elas podem se tornar atrativas a partir da maneira que são apresentadas a você.

Esta é a perspectiva de Tabita Said, que trabalha no Núcleo de Divulgação Científica da Universidade de São Paulo (USP). A equipe de difusão do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (CEPID NeuroMat) entrevistou por email a jornalista científica, que contou um pouco sobre a rotina da área dedicada à divulgação da produção científica na instituição e fez considerações sobre o jornalismo científico no país.

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