Publicação do vídeo “Conheça os Jovens Pesquisadores do NeuroMat”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Conheça os Jovens Pesquisadores do NeuroMat”. Gravado durante o “Second NeuroMat Young Researchers Workshop”, ele conta com a participação de 14 dos palestrantes e tem como objetivo divulgar algumas das pesquisas que estão sendo realizadas nesse momento no CEPID NeuroMat.

O vídeo conta com a participação dos seguintes pesquisadores: Aline Duarte, Noslen Hernandéz, Fernando Araujo Najman, Paulo Passos, Yanina Leon, Kadmo Laxa, Cecilia Romaro, Leo Planché, Patricia Camargo, Renan Shimoura, Vinícius Lima Cordeiro, Nilton Kamiji, Morgan André e Guilherme Ost. Todos eles fazem mestrado, doutorado ou pós-doutorado em diversas áreas do conhecimentos, como matemática, biologia, física, neurociência, entre outras, e eles vieram de diversas cidades do Brasil para o evento. 

No NeuroMat, esses pesquisadores trabalham com o desenvolvimento de uma matemática do cérebro, mas cada um sob uma perspectiva diferente, de acordo com a sua respectiva área de formação. Patricia Camargo, por exemplo, tem estudos relacionadas à lesão do plexo braquial, enquanto Yanina Leon faz pesquisas na com a doença de Parkinson e Fernando Najman trabalha com estímulos sonoros.

Se você quiser ver o evento completo, ele foi transmitido em duas partes no canal Comunicação NeuroMat, no YouTube.

Publicação do vídeo “Encontro de Jovens Cientistas do NeuroMat em 360 Graus”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Encontro de Jovens Cientistas – NeuroMat em 360 Graus”, que foi gravado durante o “Second NeuroMat Young Researchers Workshop”.

Apresentado pelo pesquisador Fernando Araujo Najman, um dos organizadores do evento, o vídeo mostra qual foi a ideia por trás dessa atividade, que contou com quinze palestrantes de diversos locais do Brasil e que compõem o corpo de pesquisadores do NeuroMat.

O objetivo de fazer esse curto vídeo em 360 graus (que é uma tecnologia imersiva), é colocar o público dentro do espaço do NeuroMat, para que ele possa presenciar em primeira mão e com uma perspectiva única o ambiente científico.

Se você quiser ver os palestrantes falando brevemente sobre as suas pesquisas, confira nosso vídeo “Segundo Encontro de Jovens Cientistas do NeuroMat”. Já o evento completo foi transmitido em duas partes no canal Comunicação NeuroMat, no YouTube.

Divulgação científica no Brasil pelo olhar dos cientistas

*Por Thais May Carvalho

A partir da leitura de artigos sobre a divulgação científica (DC) no Brasil, é possível perceber que existe uma insatisfação sobre a sua qualidade. Uma pesquisa feita em 2016 por Luisa Massarani e Hans Peters com quase mil cientistas brasileiros mostra a perspectiva desses profissionais acerca da DC no país e da sua interação com jornalistas da área.

De forma geral, os entrevistados concordam que os cientistas devem comunicar suas pesquisas de forma interessante e que seja compreensível para todos, podendo até fazer paralelos entre a sua pesquisa e a vida das pessoas. Além disso, eles acreditam que, por conta do conhecimento que possuem, devem opinar sobre as decisões (sejam elas políticas, econômicas, entre outras) que tenham relação com a sua área.

Apesar de dizerem nesse estudo que não gostam de dedicar muito tempo aos jornalistas, como um todo, os cientistas avaliam sua interação com os mesmos de uma forma positiva e, em sua maioria, acham que a cobertura da imprensa sobre sua pesquisa tem um efeito positivo sobre ela. 

Eles também afirmam que deveriam ser consultados antes da publicação da matéria que participaram para evitar erros. Além disso, eles gostariam que os repórteres evitassem o comprometimento das informações, que a mídia ajudasse na educação científica da população e que, além dos resultados das pesquisas, também fossem mostrados os métodos e processos científicos, para que as pessoas pudessem compreender as razões pelas quais a ciência é feita. No entanto, os pesquisadores acreditam que nenhuma dessas expectativas é atendida pelas atividades de DC no Brasil e que a cobertura sobre ciência não é precisa.

Outro dado interessante apontado pela pesquisa de Massarani e Peters é o da relação do cientista com o público geral. Os entrevistados acreditam que quanto maior o conhecimento das pessoas, mais positiva é a sua atitude em relação à ciência, por isso eles dizem que se comunicar com o público, tratando-o como igual, é uma parte importante do dever científico. No entanto, ao contrário do desejo da população de participar das decisões científicas, como foi apontado na pesquisa “Percepção Pública da C&T no Brasil”, os cientistas rejeitam a ideia do público ter algum tipo de poder no que diz respeito à política relacionada à ciência.

Referência Bibliográfica: MASSARANI, Luisa; PETERS, Hans. Scientists in the public sphere: Interactions of scientists and journalists in Brazil. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 88, n. 2, p. 1165-1175, 2016.

Pesquisa sobre a percepção do brasileiro em relação à Ciência e Tecnologia

*Por Thais May Carvalho

Em julho de 2019, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos publicou a pesquisa “Percepção Pública da C&T no Brasil”. Esse estudo revelou alguns dados interessantes sobre o que a população brasileira pensa sobre as pesquisas científicas e os cientistas.

Realizada com 2200 brasileiros de 16 a 76 anos de idade de todas as regiões do país, a pesquisa apontou que existe uma grande distância entre o interesse da população em relação a assuntos ligados à ciência e tecnologia e a quantidade de informação que ela consome sobre esses mesmos temas. 79% apontou se interessar por medicina e saúde, 76% se interessa pelo meio-ambiente e 62% se interessa especificamente por C&T. No entanto, menos de 15% afirmou que consome esse tipo de conteúdo frequentemente, seja por meio da televisão, da internet ou de qualquer outro meio de comunicação. Esse último dado pode estar ligado com a qualidade da cobertura sobre C&T no país, pois 82% disseram que a maior parte das pessoas seria capaz de compreender conceitos científicos se os mesmos fossem bem explicados.

Outro dado interessante mostra que o brasileiro tem uma visão positiva da ciência e ele considera que os seus benefícios são maiores do que os riscos. Por conta disso, 86% dos entrevistados afirmam a C&T é essencial para o desenvolvimento da indústria e 58,5% dizem que essa área é importante para a erradicação da pobreza e da fome.

Além disso, a pesquisa revelou que a população deseja ter maior participação na ciência. 83% dos entrevistados afirmaram que as pessoas deveriam ser ouvidas nas grandes decisões que estão relacionadas à ciência e tecnologia. Apesar desse desejo, a maior parte deles não aparenta ter grande conhecimento sobre a área acadêmica, tendo em vista que 90% não se lembrou do nome de um cientista brasileiro e 88% não soube citar uma instituição de pesquisa.

Mais um ponto interessante levantado por esse estudo foi o da imagem que o cientista tem no imaginário popular. Para 41% dos entrevistados, os cientistas são pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade. Ao mesmo tempo, 84,5% também acreditam que eles podem ser perigosos por conta do conhecimento que possuem.

Para ver a pesquisa completa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, clique aqui.

Encontro dos jovens cientistas do NeuroMat

*Por Thais May Carvalho

Na última quarta-feira (27/11), aconteceu na USP o “Second NeuroMat Young Researchers Workshop”, que foi um encontro entre diversos jovens cientistas que fazem parte dos projetos de pesquisa do CEPID NeuroMat. O evento contou com apresentações de quinze mestrandos, doutorando e pós-doutorandos de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Natal e do Rio de Janeiro, além da participação dos seus orientadores e outros pesquisadores do núcleo.

O objetivo deste encontro, organizado por Fernando Araujo Najman e Léo Planche, era que os jovens pudessem compartilhar os detalhes das suas pesquisas em andamento, para que assim todos pudessem se atualizar acerca do que está sendo feito dentro do NeuroMat. Além disso, a ideia era promover debates sobre os temas apresentados e permitir com que os diversos pesquisadores contribuíssem com ideias e questionamentos a partir do ponto de vista da sua respectiva área, afinal estavam presentes pessoas com formação em física, matemática, estatística, computação, biologia, neurologia e fisioterapia.

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Todas as palestras foram transmitidas ao vivo pelo canal do NeuroMat no YouTube e, posteriormente, serão publicados mais dois vídeos sobre o encontro (ambos serão divulgados futuramente no blog).

Abaixo segue a lista com todos os palestrantes do encontro e o tema (em inglês) das suas respectivas apresentações:

  • Aline Duarte – How research can encompass different areas of knowledge, such as mathematics, statistics and computer science.
  • Noslen Hernandéz – Retrieving the structure of probabilistic sequences of auditory stimuli from EEG data.
  • Fernando Araujo Najman – Statistical model selection in the brain and it’s electrophysiological signatures.
  • Paulo Passos – Electrophysiological Signatures of Context Tree models in a Decision Making Scenario: the goalkeeper game.
  • Yanina Leon – Statistical learning in Parkinson Disease.
  • Kadmo Laxa – Regenerative scheme of a system of interacting neurons with spontaneous spikes.
  • Cecilia Romaro – False stationary state: studies of phase transitions and metastable behavior on neurons network.
  • Morgan André – Metastable versus deterministic time of extinction in a stochastic model of spiking neurons.
  • Léo Planche – Spiking neurons in Erdos-Renyi graphs.
  • Patricia Camargo – Imagery Monitoring by EEG in Evaluating Functional Changes Induced by Brachial Plexus Injury.
  • Renan Shimoura – Visual alpha generators in a spiking thalamocortical microcircuit model.
  • Vinícius Lima Cordeiro – Models of neural networks with stochastic neurons and different topologies: construction and analysis.
  • Nilton Kamiji – Criticality on a cortical microcircuit model.
  • Daniel Takahashi – Update of ongoing studies in Natal – RN.
  • Guilherme Ost – Theoretical results on infinite neuronal networks.

Publicação do vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Arthur Valencio”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Arthur Valencio”. Esse é o terceiro vídeo da série, que conta com a participação de vários outros pesquisadores que integram o grupo do CEPID NeuroMat.

Arthur é pós-doutorando na Universidade de Campinas, sob a orientação da professor Jorge Stolfi, e desenvolve sua pesquisa dentro do NeuroMat há um ano e meio. Desde 2019, ele também trabalha em parceria com o Hospital das Clínicas.

O seu campo de estudo está relacionado com a doença de Parkinson, pois ele quer verificar como se dá a comunicação entre as partes do cérebro em pessoas que tiveram um eletrodo implantado para diminuir os tremores relacionados à doença.

Nesse vídeo de quatro minutos, Arthur irá falar sobre que partes do cérebro são afetados pelo Parkinson, como é o seu protocolo experimental e os resultados preliminares a partir do que já foi coletado.

Publicação do vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Fernanda Torres”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Fernanda Torres”. Esse é o segundo vídeo da série, que conta com a participação de vários outros pesquisadores que integram o grupo do CEPID NeuroMat.

Fernanda é doutoranda do Programa de Fisiologia do IBCCF/UFRJ, sob a orientação da professora Cláudia Vargas. Ela também é integrante da equipe ABRAÇO, que fica sediada no Rio de Janeiro. Lá, os pesquisadores trabalham com estudos relacionados à lesão do plexo braquial.

Dentro desse campo, Fernanda faz sua pesquisa voltada para entender como funciona a comunicação cerebral nas pessoas com que sofreram a lesão do plexo braquial (comparando com aquelas que não tem a lesão). Mais especificamente, ela vê como acontece a comunicação no momento em que há uma entrada sensorial e uma resposta motora.

Nesse vídeo de quatro minutos, Fernanda irá falar sobre a hipótese da sua pesquisa, o experimento que utiliza o equipamento de estimulação magnética transcraniana e a utilização do InVesalius (um software livre criado pela equipe do NeuroMat).

Para produzir esse vídeo, um dos integrantes da área de difusão científica do NeuroMat viajou até o Rio de Janeiro, onde visitou o Instituto de Neurologia Deolindo Couto e conheceu os pesquisadores da equipe ABRAÇO.