#03 Diário de bordo: Reestruturação da Vitrine NeuroMat

*Por Camilla Tsuji Oviedo Lopes

Todos os textos que compõem a vitrine de pesquisas do CEPID NeuroMat estão prontos e, agora, podemos visualizar a página com maior integridade. Como falei em posts anteriores, utilizamos a classificação de prioridades para a organização de tarefas, mas a página final é constituída por seções de acordo com as informações dos dados apresentados.

Com a parte escrita realizada e com alguns dados já inseridos na página, a vitrine já possui seções estabelecidas, sendo elas: publicações, pesquisadores/as e impacto social.

Na seção de “publicações“, se encontram os dados relacionados aos artigos, como a quantidade de citações, as principais revistas que foram responsáveis pela publicação e a Qualis.

A seção de “pesquisadores/as” é composta pela quantidade de pesquisadores do CEPID desde o início, em 2013, além das informações relacionadas às instituições que são ligadas e a localização. Ainda nesta seção, a quantidade de publicações de cada pesquisador poderá ser visualizada.Já na seção de “impacto social” serão apresentados os dados relacionados ao Altmetric Attention Score geral dos artigos do NeuroMat, como a quantidade de menções em diferentes mídias sociais, blogs e outros meios de comunicação. Posteriormente, o projeto também conta com os dados de colaboração do CEPID para a Wikipédia e Wikimedia Commons.

Iniciando a revisão integrativa de literatura

*Por: Monique Sampaio

Na última semana voltei minha horas de dedicação ao trabalho teórico que será produzido durante a vigência da minha bolsa. Para isso, iniciei o trabalho metodológico de revisão integrativa de literatura.

De início, tive certa dificuldade em encontrar trabalhos que fossem relacionados ao meu tema, isto é, tradução intersemiótica entre a linguagem acadêmica para a jornalística. Entretanto, após uma análise mais aprofundada, vi como opção os trabalhos que realizam algum tipo de tradução intersemiótica de/para a linguagem jornalística.

A busca foi feita nos anais da Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação), entre os anos de 2016 e 2020, dentro dos trabalhos apresentados nos seguintes GPs (grupos de pesquisa): Comunicação, Divulgação Científica, Saúde e Meio Ambiente, e Semióticas da Comunicação. Ao todo, selecionei dez trabalhos, e fiz uma análise de cinco deles, conforme combinado com meu supervisor. Por fim, produzi um pequeno relatório a respeito deste estudo.

Caleidoscópio como metáfora

*Por Carolina Salles Carvalho

Quem cresceu antes do boom dos celulares, com certeza teve a oportunidade de manusear um caleidoscópio, aquele aparelho óptico formado por um tubo com fragmentos de vidro colorido, que cria diferentes imagens geométricas multicoloridas a cada pequeno movimento de rotação que a gente faz. Uma espécie de mágica para os olhos que a física nos proporciona quando o reflexo da luz exterior incide sobre pequenos espelhos inclinados que fazem parte do artefato.

Por que lembrei dessa engenhoca com gosto de infância? Porque nos últimos dias tive a oportunidade de apresentar o meu projeto de pesquisa “Informar contando histórias: um podcast para quem vive e convive com a doença de Parkinson” para os demais bolsistas da comunicação e de áreas correlatas. E, mesmo que essa escrita tenha sido tão recente, novos questionamentos foram feitos pelo meu orientador, João Alexandre Peschanski, me convidando a olhar para o projeto sob perspectivas até então inéditas. Terminei a apresentação com novas referências e várias interrogações que devem me acompanhar daqui para frente. 

De certa forma, quando a gente compartilha o nosso trabalho, ainda que tão incipiente, cada pessoa que nos ouve atentamente, gira o caleidoscópio, formando novas imagens e abrindo caminhos para outros “desenhos”, num trajeto coletivo que só termina quando a curiosidade acaba também. Ainda bem.  

Juntando as peças do quebra-cabeça

*Por Carolina Salles Carvalho

“A atribuição do termo ‘científico’ a alguma afirmação, linha de raciocínio ou peça de pesquisa é feita de um modo que pretende implicar algum tipo de mérito ou um tipo especial de confiabilidade. Mas o que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse ‘método científico’ que leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis?”.

Resgatei esse parágrafo introdutório do livro “O que é a ciência afinal?”, escrito por Alan Chalmers, para contar que nos últimos dias finalizei o primeiro módulo do Curso de Introdução ao Jornalismo Científico, produzido pelo NeuroMat. Além de uma aula sobre os elementos da metodologia científica, refleti sobre importância de Darwin para a construção da filosofia da biologia contemporânea e sobre o uso de metáforas tanto no cotidiano como no texto jornalístico, entre outras questões. Por fim, a atividade prática foi um exercício crítico sobre a cobertura jornalística da ciência, tendo como ponto de partida uma matéria publicada pela revista “Pesquisa Fapesp”.   

Também participei da primeira reunião específica sobre pesquisa com as demais bolsistas. Nesse momento inicial, preciso fazer um levantamento bibliográfico sobre duas possíveis interfaces de estudo, a partir do projeto proposto: jornalismo literário e divulgação científica ou storytelling e saúde, no contexto da produção dos podcasts. Em relação ao projeto prático, tive uma reunião com a pesquisadora Thais May e o professor Eduardo Vicente (ECA/USP), sendo que o docente trouxe vários questionamentos e algumas referências para enriquecer a construção do meu projeto.

Apresentação da pesquisa para equipe

*Por Miréia Figueiredo

Na reunião de difusão dessa semana, apresentei a minha pesquisa sobre o uso de recursos multimídia em cursos MOOC da Wikiversidade. Foi a primeira vez que apresentei minha análise tendo concluído a escrita do artigo. Por isso, foi muito importante ouvir as sugestões e opiniões da equipe.

Como já comentado em posts anteriores, selecionei quatro cursos de diferentes línguas (português, inglês, espanhol e francês) para verificar o uso dos recursos multimídia. Após minha apresentação, uma das questões foi justamente sobre o motivo de ter escolhido esses cursos.

Bom, a verdade é que há poucos cursos MOOC na Wikiversidade e menos ainda cursos que utilizem recursos multimídia. Sendo assim, adotei a metodologia de selecionar pela variável de resposta. Ou seja, percebendo a falta de opções na plataforma de língua portuguesa, naveguei pela plataforma de outros idiomas e escolhi os cursos que atendiam o critério de pesquisa.

Por fim, posso dizer que, mais do que envolver os estudantes no próprio aprendizado. Um curso MOOC rico em multimídia pode ajudar a conectar estudantes com outros estudantes. Formando, assim, uma noção de comunidade e aprendizado colaborativo.