Caleidoscópio como metáfora

*Por Carolina Salles Carvalho

Quem cresceu antes do boom dos celulares, com certeza teve a oportunidade de manusear um caleidoscópio, aquele aparelho óptico formado por um tubo com fragmentos de vidro colorido, que cria diferentes imagens geométricas multicoloridas a cada pequeno movimento de rotação que a gente faz. Uma espécie de mágica para os olhos que a física nos proporciona quando o reflexo da luz exterior incide sobre pequenos espelhos inclinados que fazem parte do artefato.

Por que lembrei dessa engenhoca com gosto de infância? Porque nos últimos dias tive a oportunidade de apresentar o meu projeto de pesquisa “Informar contando histórias: um podcast para quem vive e convive com a doença de Parkinson” para os demais bolsistas da comunicação e de áreas correlatas. E, mesmo que essa escrita tenha sido tão recente, novos questionamentos foram feitos pelo meu orientador, João Alexandre Peschanski, me convidando a olhar para o projeto sob perspectivas até então inéditas. Terminei a apresentação com novas referências e várias interrogações que devem me acompanhar daqui para frente. 

De certa forma, quando a gente compartilha o nosso trabalho, ainda que tão incipiente, cada pessoa que nos ouve atentamente, gira o caleidoscópio, formando novas imagens e abrindo caminhos para outros “desenhos”, num trajeto coletivo que só termina quando a curiosidade acaba também. Ainda bem.  

Juntando as peças do quebra-cabeça

*Por Carolina Salles Carvalho

“A atribuição do termo ‘científico’ a alguma afirmação, linha de raciocínio ou peça de pesquisa é feita de um modo que pretende implicar algum tipo de mérito ou um tipo especial de confiabilidade. Mas o que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse ‘método científico’ que leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis?”.

Resgatei esse parágrafo introdutório do livro “O que é a ciência afinal?”, escrito por Alan Chalmers, para contar que nos últimos dias finalizei o primeiro módulo do Curso de Introdução ao Jornalismo Científico, produzido pelo NeuroMat. Além de uma aula sobre os elementos da metodologia científica, refleti sobre importância de Darwin para a construção da filosofia da biologia contemporânea e sobre o uso de metáforas tanto no cotidiano como no texto jornalístico, entre outras questões. Por fim, a atividade prática foi um exercício crítico sobre a cobertura jornalística da ciência, tendo como ponto de partida uma matéria publicada pela revista “Pesquisa Fapesp”.   

Também participei da primeira reunião específica sobre pesquisa com as demais bolsistas. Nesse momento inicial, preciso fazer um levantamento bibliográfico sobre duas possíveis interfaces de estudo, a partir do projeto proposto: jornalismo literário e divulgação científica ou storytelling e saúde, no contexto da produção dos podcasts. Em relação ao projeto prático, tive uma reunião com a pesquisadora Thais May e o professor Eduardo Vicente (ECA/USP), sendo que o docente trouxe vários questionamentos e algumas referências para enriquecer a construção do meu projeto.

Entendendo o PISA

*Por Miréia Figueiredo

Na última quinta-feira (13/8), no encontro semanal da equipe de difusão, o supervisor Fernando da Paixão apresentou um panorama do PISA. Fernando estuda essa avaliação há muitos anos e tenta, a partir dos resultados, pensar e propor formas de melhorar a qualidade do ensino básico no Brasil.

O PISA avalia o desempenho de alunos em áreas como matemática, ciência e leitura e é aplicado a cada dois anos. Na última edição, em 2018, dentre os 79 países participantes, o Brasil figurava entre as últimas posições nos três tipos de conhecimento avaliados. Sendo o 70º colocado em matemática, 66º em ciência e 57º em leitura.

Reprodução: BBC (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50646695)

Alguns tópicos citados durante a apresentação como causas desse resultado foram: a baixa qualidade dos livros didáticos e também um desajuste na formação dos professores que tendem a associar o aprendizado sempre ao que acontece nas salas de aula. Dessa forma, muitas vezes, subestima-se o que pode ser feito em ambientes pedagógicos não-convencionais, como a internet. Há ainda que se lembrar da baixa remuneração dos docentes brasileiros em comparação aos países que ocupam posições superiores na classificação.

Por fim, Fernando chamou a atenção para o fato de que até mesmo as escolas particulares não têm boa avaliação nesse exame. É evidente, então, que se trata de um problema estrutural no país e precisa do esforço de muitos agentes para começar a ser solucionado.

Muitas linhas de pensamento e ideias de como direcionar os investimentos nesse setor acabam gerando uma tensão no meio. Por outro lado, existe um consenso geral sobre o papel da educação no desenvolvimento econômico e social de um país. “Na área da educação, existem opiniões diversas, mas acho que não tão diferentes”, Fernando conclui.

Como funciona a categorização interna das obras do Museu do Ipiranga

Graças a uma parceria, o NeuroMat desenvolve um projeto que pretende carregar todo o acervo do Museu Paulista da USP no Commons, a plataforma multimídia dos projetos Wiki. Para alcançar este objetivo, a equipe atuante utiliza o Icono, o banco de dados do Ipiranga e do Museu Republicano.

Continue Lendo “Como funciona a categorização interna das obras do Museu do Ipiranga”

Revisão: Economia Política

Por Cassidy Villeneuve*

Qual é a natureza da relação entre política e economia? Como nossas vidas são influenciadas por esta intersecção? Estas são questões exploradas pela disciplina de Economia Política do Professor Mark Cassell entre setembro e dezembro do ano passado na Universidade Estadual de Kent. Seus alunos ampliaram significativamente artigos existentes e criaram novos como parte de sua atividade com Wikipédia.

Continue Lendo “Revisão: Economia Política”