Uma conversa sobre ética em pesquisa

*Por: Carolina Salles Carvalho

Já escrevi outras vezes aqui no blog sobre o curso “Introdução ao Jornalismo Científico”, que realizamos, como bolsistas, em paralelo aos nossos projetos. Nesse percurso, o tema do módulo três foi ética em pesquisa, sendo que tivemos aulas sobre protocolos utilizados em pesquisas experimentais, reprodutibilidade e a processo de validação do conhecimento, que acontece pela prática de revisão por pares, entre outros assuntos. Como atividade final, foi proposta a realização de uma entrevista com um(a) pesquisador(a) sobre a temática.

Conversei com a terapeuta ocupacional Drª Alana de Paiva Nogueira Fornereto Gozzi, formada pela FMRP/USP, professora adjunta no Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de São Carlos e docente do Programa de Pós-graduação em Gestão da Clínica (Mestrado profissional). Deixo aqui alguns trechos do nosso encontro, trazendo algumas reflexões da entrevistada, a partir da experiência adquirida com  pesquisas interventivas, que contribuem, concomitantemente, com o avanço científico e a transformação social:

“(…) numa pesquisa-intervenção, essa via é de mão dupla porque o trabalhador, ao mesmo tempo que produz conhecimento para uma pesquisa, ele também leva para a realidade do trabalho, o que ele aprende nesse processo. Então, ao mesmo tempo que se produz conhecimento, você interfere positivamente, esperamos, numa realidade de trabalho. Mas, essa previsão de que você pode sim fazer uma interferência na realidade e que esses cuidados precisam estar ali garantidos… do sigilo, da possibilidade de saída, da particiração voluntária, ou seja, de que essa pessoa quer estar ali, que ela quer produzir conhecimento, ela quer intervir de alguma maneira qualificando o que ela já faz”.

“Esse desenho também é bastante interessante quando você pensa em ética e no papel da universidade, de fato, com a produção de conhecimento, que não é um conhecimento que se produz puramente e que, às vezes, fica fora de acesso para o trabalhador, para os gestores do SUS. (…) eu acho que quanto mais afim, quanto mais a partir da realidade, a gente consegue tirar uma pergunta de pesquisa, mais a gente tende a contribuir com o avanço do conhecimento, com a qualidade de vida, com o que, de fato, é papel da universidade”.

Ajustes técnicos no curso da Wikiversidade

*Por Miréia Figueiredo

Ao mesmo tempo que escrevo as últimas aulas do curso também verifico o funcionamento de links e realizo alguns ajustes técnicos nas páginas da Wikiversidade. Nessa semana, por exemplo, incluí fotos e titulação dos integrantes da equipe que estiveram envolvidos no projeto.

São nesses momentos que mais me aproximo do código da plataforma e começo a compreender a função dos programadores. Não surpreendentemente também são os momentos em que surgem mais dúvidas. Uma função simples, quando executo, estende-se por horas justamente por eu não dominar a linguagem. Mas me interesso pelo desafio do processo.

Nessa etapa final da vigência da minha bolsa, deixo aqui registrado o meu agradecimento aos desenvolvedores do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. O trabalho deles é o que de fato deu forma ao projeto e permitiu que, hoje, ele possa ser navegado por qualquer pessoa com acesso à internet.

Elaboração de tarefa sobre metodologia comparada

*Por Miréia Figueiredo

Nessa semana, tive uma reunião com a jornalista Monique Sampaio que está desenvolvendo seu projeto para integrar a equipe de difusão do CEPID NeuroMat. No entanto, não conversamos exatamente sobre o seu projeto de ingresso na equipe.

Monique desenvolve uma pesquisa que envolve metodologia comparada e esse tópico pode me ajudar a redigir a tarefa do módulo 4 do curso de Introdução ao Jornalismo Científico. A atividade solicita que o estudante compare como o mesmo tema científico foi abordado por diferentes veículos jornalísticos.

Monique me recomendou alguns artigos sobre o assunto e sugeriu alguns tópicos que considera serem importantes. A tarefa integrará o módulo de Temas Centrais da Ciência Contemporânea.

Estatística de redes sociais

*Por Miréia Figueiredo

Nessa semana, finalizei a escrita do conteúdo de mais uma aula do módulo 4. Temas Centrais da Ciência Contemporânea. Dessa vez, a aula era sobre Redes sociais e foi baseada na apresentação de Antonio Galves em um dos episódios do Faísca NeuroMat.

A partir da construção de um modelo matemático, o conteúdo explica como acontece a formação da opinião pública nas redes sociais. Como os agentes se influenciam mutuamente durante esse processo e como a ação de robôs têm afetado na construção dessa opinião. Para isso, são selecionados alguns estudos de caso referentes às eleições de 2018.

As eleições são usadas como exemplo justamente por terem apresentado resultados inesperados. Em mais de uma situação, candidatos que não lideravam as pesquisas de intenção de voto acabaram sendo eleitos.

Em uma sociedade democrática, é normal que haja flutuações na opinião pública. Mas, nesse modelo, o fato que todos se influenciam mutuamente, qualquer flutuação local afeta a opinião majoritária do grupo. Assim, a polarização – inclinação representada nos gráficos que reflete a maioria das opiniões que o ator recebeu – amplifica esse efeito levando a uma situação de unanimidade. Ou seja, as redes sociais são máquinas de produzirem unanimidades em um curto espaço de tempo

Trecho retirado da aula

Apresentação do curso na Wikiversidade

*Por Miréia Figueiredo

Nessa semana, gravei e editei um vídeo para integrar o curso de Introdução ao Jornalismo Científico na Wikiversidade. O vídeo, que será publicado na página inicial do curso, explica algumas diretrizes para a realização das atividades e também indica os módulos e os pesquisadores consultados para a elaboração das aulas.

Um dos pontos esclarecidos no vídeo é a importância dos estudantes estarem sempre logados durante a execução das tarefas e de se inscreverem no painel de controle de edições para acompanharem a própria evolução no curso. Além disso, foram apresentados os recursos multimídia que compõem cada uma das aulas: texto, quiz, vídeo/podcast.

Agora, o coordenador da equipe de difusão, João Alexandre Peschanski, e a assistente de comunicação, Thais May, devem assistir o vídeo e comentar sobre a qualidade da imagem, do áudio e do roteiro. A partir de então, saberei se posso publicar o material na plataforma Wikimedia Commons ou gravar uma segunda versão.