Publicação do vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Arthur Valencio”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Arthur Valencio”. Esse é o terceiro vídeo da série, que conta com a participação de vários outros pesquisadores que integram o grupo do CEPID NeuroMat.

Arthur é pós-doutorando na Universidade de Campinas, sob a orientação da professor Jorge Stolfi, e desenvolve sua pesquisa dentro do NeuroMat há um ano e meio. Desde 2019, ele também trabalha em parceria com o Hospital das Clínicas.

O seu campo de estudo está relacionado com a doença de Parkinson, pois ele quer verificar como se dá a comunicação entre as partes do cérebro em pessoas que tiveram um eletrodo implantado para diminuir os tremores relacionados à doença.

Nesse vídeo de quatro minutos, Arthur irá falar sobre que partes do cérebro são afetados pelo Parkinson, como é o seu protocolo experimental e os resultados preliminares a partir do que já foi coletado.

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Publicação do vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Fernanda Torres”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Fernanda Torres”. Esse é o segundo vídeo da série, que conta com a participação de vários outros pesquisadores que integram o grupo do CEPID NeuroMat.

Fernanda é doutoranda do Programa de Fisiologia do IBCCF/UFRJ, sob a orientação da professora Cláudia Vargas. Ela também é integrante da equipe ABRAÇO, que fica sediada no Rio de Janeiro. Lá, os pesquisadores trabalham com estudos relacionados à lesão do plexo braquial.

Dentro desse campo, Fernanda faz sua pesquisa voltada para entender como funciona a comunicação cerebral nas pessoas com que sofreram a lesão do plexo braquial (comparando com aquelas que não tem a lesão). Mais especificamente, ela vê como acontece a comunicação no momento em que há uma entrada sensorial e uma resposta motora.

Nesse vídeo de quatro minutos, Fernanda irá falar sobre a hipótese da sua pesquisa, o experimento que utiliza o equipamento de estimulação magnética transcraniana e a utilização do InVesalius (um software livre criado pela equipe do NeuroMat).

Para produzir esse vídeo, um dos integrantes da área de difusão científica do NeuroMat viajou até o Rio de Janeiro, onde visitou o Instituto de Neurologia Deolindo Couto e conheceu os pesquisadores da equipe ABRAÇO.

Publicação do vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Luiggi Lustosa”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Meet NeuroMat Researcher: Luiggi Lustosa”. Esse é o primeiro vídeo da série, que contará com a participação de vários outros pesquisadores que integram o grupo do CEPID NeuroMat.

Luiggi é doutorando do Programa de Fisiologia do IBCCF/UFRJ, sob a orientação da professora Cláudia Vargas. Ele também é integrante da equipe ABRAÇO, que fica sediada no Rio de Janeiro. Lá, os pesquisadores trabalham com estudos relacionados à lesão do plexo braquial.

Dentro desse campo, Luiggi faz sua pesquisa na área da cinemática, que consiste, basicamente, no estudo sobre os movimentos dos corpos. Ele utiliza essa técnica para tentar compreender as consequências motoras da lesão do plexo braquial.

Nesse vídeo de três minutos e meio, Luiggi irá falar um pouco mais sobre o conceito da cinemática e os experimentos relacionados ao movimento que eles fazem com o auxílio de câmeras de infravermelho.

Para produzir esse vídeo, um dos integrantes da área de difusão científica do NeuroMat viajou até o Rio de Janeiro, onde visitou o Instituto de Neurologia Deolindo Couto e conheceu os pesquisadores da equipe ABRAÇO.

Publicação do vídeo “Seleção Estatística de Modelos e suas Assinaturas Eletrofisiológicas e Comportamentais”

*Por Thais May Carvalho

O primeiro vídeo produzido pela equipe do CEPID NeuroMat em 360 graus acabou de ser publicado no YouTube.

“Seleção Estatística de Modelos e suas Assinaturas Eletrofisiológicas e Comportamentais” fala sobre a tese do doutorando Fernando Araujo Najman. Bolsista do NeuroMat há dois anos, ele faz parte do programa de Bioinformática, no Instituto de Matemática e Estatística da USP. O seu orientador é o professor Antonio Galves, da USP, e sua co-orientadora é a professora Cláudia Vargas, da UFRJ.

Nesse vídeo de 3 minutos, Fernando explica como sua pesquisa verifica se o cérebro consegue predizer o que está por vir a partir de sequências sonoras (que são geradas a partir de um modelo matemático), mesmo existindo aleatoriedades nessa estrutura.

Essa produção em realidade virtual concorre ao Prêmio Vídeo Pós-Graduação USP, na categoria ‘Multidisciplinar”. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo, esse concurso tem como objetivo premiar, em 10 categorias diferentes, vídeos sobre trabalhos de mestrado e doutorado que estão em andamento na USP.

Realidade Virtual e Jornalismo Imersivo

*Por Thais May Carvalho

Nas publicações anteriores do blog nós falamos sobre realidade virtual (RV) e jornalismo imersivo. Mas, afinal de contas, quando essas duas áreas se encontraram?

É importante dizer que nenhuma delas é particularmente nova, o que há de novidade é a união de ambas. Enquanto a RV já era amplamente usada com outros fins, com destaque para os video games, o jornalismo imersivo tem suas raízes no New Journalism, um fenômeno dos anos 60 que ampliou a utilização de técnicas da literatura na área jornalística.

De acordo com vários estudos, o ponto de partida do uso da realidade virtual para fins jornalísticos aconteceu por volta de 2010, com a jornalista norte-americana Nonny de la Peña, que é considerada a madrinha desse tipo de produção. Dentre seus trabalhos de destaque pode-se citar o Hunger in Los Angeles, o Project Syria e o Use of Force. Os três são reproduções feitas em animação 3D que colocam o espectador como observador em primeira pessoa dos respectivos acontecimentos.

No entanto, o uso em maior escala da RV no jornalismo só veio em meados de 2015, pois foi nessa época que grandes empresas, como Google, Facebook, Samsung e Youtube, por exemplo, começaram a investir na área. Por conta disso, essa tecnologia ficou mais acessível, e assim grandes veículos de comunicação passaram a produzir bastante conteúdo em RV, especialmente vídeos em 360 graus.

Mas essas grandes empresas jornalísticas, como New York Times, National Geographic, Discovery, Clarín, The Guardian, entre tantas outras, não investiram na produção em realidade virtual a toa. Eles enxergaram nessa tecnologia a sua grande capacidade imersiva (sobre a qual nós falamos em mais detalhes no post Imersão no Jornalismo e em Realidade Virtual) e a possibilidade de reaproximar as narrativas jornalísticas do público jovem (de até 30 anos de idade), que, segundo alguns estudos, se encontra desengajado e fragmentado.

Storytelling vs Storyliving

*Por Thais May Carvalho

Como explicamos no nosso último post sobre “Imersão no Jornalismo e em Realidade Virtual”, uma das vantagens da realidade (RV) sobre os outros meios de comunicação é o fato dela permitir uma maior imersão na narrativa, afinal o espectador tem uma participação ativa na hora de consumir esse conteúdo.

Por conta disso, alguns especialistas na área da comunicação consideram a realidade virtual como um processo de storyliving, e não de storytelling, que é o que predomina nos meios tradicionais, como televisão, livros, rádio, entre outros.

No storytelling há a reencenação de algo que aconteceu anteriormente com alguém e o consumo é passivo, pois a pessoa não tem poder de mudar o que consome. Ou seja, ela não experimenta aquela história enquanto a mesma está sendo vivida.

Já no storyliving (na realidade virtual), as coisas acontecem com o espectador no aqui e no agora. Ele entra em um espaço virtual e, de certa forma, incorpora aquela realidade e sente a história como se fosse uma experiência real dele mesmo.

O termo storyliving, inclusive, vêm do conceito de “lived story”, pois, de acordo com estudos antropológicos, em diversas culturas o indivíduo incorpora uma figura mítica ou espiritual, mas ele ainda mantém a sua própria identidade. Até certo ponto, é isso que acontece com o consumidor na RV, pois ele entra na realidade virtual do personagem da história, mas ainda há a consciência de que ele está no seu corpo, por isso ele fica navegando entre esses dois espaços.

Educação em saúde nos grupos de apoio online

Por Matheus Cornely

Conforme os grupos de apoio online se disseminam pela rede, tornam-se necessárias mais pesquisas científicas para avaliar seu potencial terapêutico e os  riscos trazidos por essa forma de interação. De acordo com os pesquisadores Marsha White e Steve M. Dorman, autores do artigo “Receiving social support online: implications for health education”, a discussão em torno do tema também implica em verificar se essas “comunidades” se enquadram nos critérios de reciprocidade, deveres em comum e suporte interpessoal. 

Segundo os autores, em comparação aos encontros presenciais, “ainda que os participantes não compartilhem do mesmo espaço físico, eles compartilham interesses e experiências”, o que é um requisito mínimo para a formação de comunidades em que a base é constituída por laços de confiança entre seus membros.

Entre os benefícios da plataforma digital, podemos destacar a ausência de barreiras geográficas, facilidade do acesso a qualquer horário, acessibilidade para pessoas com problemas motores, auditivos ou de fala, anonimato – o que permite a discussão de assuntos constrangedores com mais liberdade – e a diversidade de perspectivas. Além disso, o status social, questões de gênero, raça e aparência em geral, costumam ser menos relevantes nesses ambientes virtuais à primeira vista.

Contudo, os autores atentam para o fato de que o uso das plataformas digitais não está imune a limitações, relacionadas não só ao poder aquisitivo para obter acesso a internet e a um computador – excluindo assim minorias dos ambientes virtuais -, mas, inclusive, no letramento tanto em termos de leitura e escrita quanto digital. E mesmo para os letrados, as mensagens escritas estão sujeitas a más interpretações, uma vez que não contam com o auxílio da linguagem corporal ou do tom de voz, o que pode ser contornado com emojis e memes, por exemplo.

Eles também ressaltam que, entre os estudos citados, uma preocupação constante dos pesquisadores está na transmissão de informações médicas perigosas ou imprecisas na comunidade, embora elas tenham a tendência de se autocorrigir. De acordo com dados recolhidos após 3 meses em um grupo de apoio de distúrbios alimentares online, o pesquisador  Andrew Winzelberg aponta que as correções costumam ocorrer após uma ou duas semanas. Em outro estudo, conduzido por Culver, Gerr, Frumkin (1997) em um grupo de pessoas com mãos e braços em condições dolorosas, eles relataram que mais de um terço das 1658 mensagens analisadas sobre o tópico da saúde, enviadas no boletim eletrônico, indicavam tratamentos não-convencionais.

Assim, para a pesquisa sobre as redes sociais e os grupos de apoio de pessoas com lesão no plexo braquial, o artigo em pauta é importante porque ajuda a identificar as limitações do potencial terapêutico nas comunidades. Portanto, embora a livre circulação de informações nos grupos de apoio seja benéfica em grande medida, até porque oferece suporte emocional e  esclarecimento sobre a condição de saúde de seus membros, também é necessário desempenhar um papel de filtragem para prevenir a disseminação de informações falsas e construir uma educação em saúde de forma comunitária e cientificamente correta.  

Referências bibliográficas

White, M. H. and Dorman, S. M. (2001) Health Education Research, Volume 16, Issue 6, December 2001, Pages 693–707.

Culver, J. D., Gerr, F. and Frumkin, H. (1997) Medical information on the Internet: a study of an electronic bulletin board. Journal of General Internal Medicine , 12, 466–470.

Winzelberg, A. (1997) The analysis of an electronic support group for individuals with eating disorders. Computers in Human Behavior , 13, 393–407.