O que os cientistas pensam sobre a Web 2.0 na ciência

*Por Thais May Carvalho

Desde os anos 90, a internet tem sido responsável por profundas mudanças na maneira como nós fazemos as coisas, e isso não é diferente no caso da ciência. Nesse contexto da revolução online, surgiu algo que se convencionou chamar de Web 2.0, que consiste em tecnologias de colaboração no qual o usuário pode interagir com ou outros, criar seu próprio conteúdo e compartilhá-lo com outras pessoas, como são os casos das redes sociais, dos sites de vídeo e foto, dos blogs e das wikis, por exemplo.

Uma pesquisa online feita em 2011 por Diego Ponte e Judith Simon com 345 acadêmicos apresentou resultados curiosos sobre a opinião que eles têm sobre o uso da Web 2.0 no meio científico. De forma geral, os pesquisadores que responderam ao questionário enxergam diversos benefícios na Web 2.0, porém, a área ainda não se adaptou completamente a essas tecnologias.

Um terço dos acadêmicos afirmou utilizar plataformas da Web 2.0 e a maior parte deles pretende usá-las no futuro durante todas as etapas da produção científica. Porém, ela parece ainda mais atrativa quando se trata da revisão de trabalhos e da disseminação das pesquisas.

Além disso, os pesquisadores, em sua maioria, gostariam que o tipo de licença autoral de seus trabalhos seja Creative Commons e que o acesso aos artigos seja livre. De acordo com esse estudo, isso mostra como os cientistas, desde que identificados como autores do projeto, estão preocupados com a disseminação do conhecimento que produzem, o que não acontece atualmente, já que, em diversos casos, os direitos são transferidos para a revista/site que publica o artigo, sendo que muitos deles são pagos.

Referência bibliográfica: PONTE, Diego; SIMON, Judith. Scholarly communication 2.0: Exploring researchers’ opinions on Web 2.0 for scientific knowledge creation, evaluation and dissemination. Serials review, v. 37, n. 3, p. 149-156, 2011.

Publicação de vídeos sobre pesquisa e desenvolvimento no YouTube

*Por Thais May Carvalho

Nos últimos dias, foram publicados no YouTube três vídeos que a equipe de difusão científica do NeuroMat fez em 2017. Gravados e produzidos por Giulia Ebohon e Daniel Dieb, os três foram feitos a partir da técnica conhecida como time lapse e falam sobre a questão da pesquisa, especialmente no Brasil. Todos já haviam sido publicados na plataforma Wikimedia Commons, mas ainda não estavam no canal do NeuroMat no YouTube.

O primeiro vídeo da série, “Pesquisa e Desenvolvimento”, mostra o que é e qual é a importância da pesquisa básica, da pesquisa avançada e do desenvolvimento.

O segundo vídeo, “Mulheres e produção científica”, mostra, a partir de uma série de dados, como se dá a presença da mulher no cenário acadêmico brasileiro.

Por fim, o terceiro vídeo, “Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil e no Mundo”, mostra em números como os países investem em ciência, e como o Brasil se encaixa nesse cenário.

Publicação do vídeo “Conheça os Jovens Pesquisadores do NeuroMat”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Conheça os Jovens Pesquisadores do NeuroMat”. Gravado durante o “Second NeuroMat Young Researchers Workshop”, ele conta com a participação de 14 dos palestrantes e tem como objetivo divulgar algumas das pesquisas que estão sendo realizadas nesse momento no CEPID NeuroMat.

O vídeo conta com a participação dos seguintes pesquisadores: Aline Duarte, Noslen Hernandéz, Fernando Araujo Najman, Paulo Passos, Yanina Leon, Kadmo Laxa, Cecilia Romaro, Leo Planché, Patricia Camargo, Renan Shimoura, Vinícius Lima Cordeiro, Nilton Kamiji, Morgan André e Guilherme Ost. Todos eles fazem mestrado, doutorado ou pós-doutorado em diversas áreas do conhecimentos, como matemática, biologia, física, neurociência, entre outras, e eles vieram de diversas cidades do Brasil para o evento. 

No NeuroMat, esses pesquisadores trabalham com o desenvolvimento de uma matemática do cérebro, mas cada um sob uma perspectiva diferente, de acordo com a sua respectiva área de formação. Patricia Camargo, por exemplo, tem estudos relacionadas à lesão do plexo braquial, enquanto Yanina Leon faz pesquisas na com a doença de Parkinson e Fernando Najman trabalha com estímulos sonoros.

Se você quiser ver o evento completo, ele foi transmitido em duas partes no canal Comunicação NeuroMat, no YouTube.

Publicação do vídeo “Encontro de Jovens Cientistas do NeuroMat em 360 Graus”

*Por Thais May Carvalho

Acaba de ser publicado no YouTube o vídeo “Encontro de Jovens Cientistas – NeuroMat em 360 Graus”, que foi gravado durante o “Second NeuroMat Young Researchers Workshop”.

Apresentado pelo pesquisador Fernando Araujo Najman, um dos organizadores do evento, o vídeo mostra qual foi a ideia por trás dessa atividade, que contou com quinze palestrantes de diversos locais do Brasil e que compõem o corpo de pesquisadores do NeuroMat.

O objetivo de fazer esse curto vídeo em 360 graus (que é uma tecnologia imersiva), é colocar o público dentro do espaço do NeuroMat, para que ele possa presenciar em primeira mão e com uma perspectiva única o ambiente científico.

Se você quiser ver os palestrantes falando brevemente sobre as suas pesquisas, confira nosso vídeo “Segundo Encontro de Jovens Cientistas do NeuroMat”. Já o evento completo foi transmitido em duas partes no canal Comunicação NeuroMat, no YouTube.

O mês da LASCON no NeuroMat

*Por Thais May Carvalho

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Palestra Antonio Galves (Universidade de São Paulo)

Durante todo o mês de janeiro, aconteceu no NeuroMat a oitava edição da Latin American School on Computational Neuroscience. O evento bienal, que contou com a participação de cerca de 70 pesquisadores de vários locais do Brasil e do mundo, é um dos mais importantes encontros no campo da neurociência computacional.

Entre os dias 6 e 30 de janeiro, aconteceram mais de 40 palestras dos coordenadores principais. Eles vieram de importante universidades dos Estados Unidos, da Europa e do Brasil para falar sobre tópicos como modelos de neurônio, plasticidade sináptica, estatística na neurociência, estimulação cerebral e modelos computacionais, por exemplo.

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Palestra Rodrigo Cofre (Universidad de Valparaíso)

Além disso, a cada dia eles propunham aos 20 estudantes presentes diversas atividades e tutoriais para que esses pudessem aprender mais sobre programas computacionais e conceitos da neurociência.

No último dia (31), as palestras, que estão disponíveis no canal do YouTube do NeuroMat, foram ministradas pelos próprios estudantes, que apresentaram os resultados preliminares dos projetos que desenvolveram em dupla desde a segunda semana da LASCON VIII.

 

Como a realidade virtual ajudou Clemson Tigers a chegar à final do futebol americano universitário

*Por Thais May Carvalho

O time de futebol americano da Universidade de Clemson chegou à final do campeonato de futebol americano universitário em quatro dos últimos cinco anos, e conseguiu vencer dois títulos nacionais. Parte desse sucesso, segundo o técnico dos Tigers, Dabo Swinney, se deve a adoção de recursos tecnológicos por parte do time, entre eles, a realidade virtual.

Desde 2015, Clemson utiliza o serviço da Strivr para fazer simulações de situações do jogo com a realidade virtual, que é uma tecnologia de muita imersão, então a sensação é de o atleta está realmente em campo. Essa tecnologia consiste em um óculos de RV, fones de ouvido, um controle e uma câmera 360 graus que capta as jogadas a partir da linha de scrimmage. 

Tão importante quanto o preparo físico para um jogo de extremo contato, a preparação mental é essencial para os atletas de futebol americano. Por isso, a realidade virtual pode auxiliar jogadores de qualquer posição a simularem situações que ocorrem durante uma partida, como os bloqueios, a blitz, as pressões e os posicionamentos de ataque e defesa, por exemplo. No entanto, ela é especialmente útil ao quarterback. Segundo Swinney, Clemson possui mais de 4 mil jogadas no sistema de RV para que os QBs possam estudar o livro inteiro de jogadas do próprio time e das defesas adversárias..

Essa tecnologia permite que os jogadores treinem em um ambiente controlado e sem contato físico, conservando seus corpos para o dia do jogo. Além disso, ela proporciona um maior número de repetições em menor tempo, deixando, assim, as seções de estudos e treinos mais ágeis.

Em um jogo tão estudado como o futebol americano, qualquer diferencial que se tenha sobre os adversários tem um grande impacto durante a temporada. O sucesso de Clemson Tigers nos últimos anos mostra como a tecnologia (nesse caso, a realidade virtual) pode contribuir para a evolução do esporte.

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 5

*Por Thais May Carvalho

Como mencionado no post “Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1”, o objetivo desta publicação é compartilhar trabalhos jornalísticos de destaque que foram feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas, assim como abordado foi no artigo “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, que ainda está em processo de submissão em uma revista científica. 

Esse é o quinto post dessa série e, vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas.

O tema das produções da parte 5 tem a ver com a apresentação dos bastidores da produção científica, ou seja, o trabalho que os cientistas fazem, mas as pessoas geralmente não têm acesso. Confira abaixo os próximos vídeos da nossa lista.

Life on Mars: At Home In the Habitat: No meio de um vulcão no Havaí existe uma base da NASA que simula como seria a vida em Marte. Nesse vídeo em 360 graus, o New York Times mostra como vivem e no que trabalham os seis cientistas que estão ali.

Behind the Scenes at the Natural History Museum: Quando vamos a um museu, vemos somente aquilo que está exposto. Por isso, nessa produção em 360 graus, o New York Times leva o espectador até os bastidores do Museu de História Natural de Nova York, onde cientistas trabalham com fósseis, animais e antiguidades.

First-Ever 3D VR Filmed in Space: Feito pela National Geographic, o último vídeo desta série de posts leva o espectador até a Estação Espacial Internacional, onde os astronautas mostram como vivem no espaço e qual é o seu trabalho ali (isso sem contar as belas imagens que eles veem da Terra).