Doutoranda do IME colabora com edição do verbete Teorema da Bayes na Wikipédia e comenta a diferença entre frequentistas e bayesianos em estatística

Simone Harnik. Créditos: arquivo pessoal

Por Marília Carrera

Na última segunda-feira (12/6), aconteceu a gravação do verbete Teorema de Bayes, na reta final do projeto de pesquisa Matemática Falada: Audiodescrição de Verbetes de Probabilidade e Estatística. Enquanto os artigos anteriores foram revisados pelo professor Anatoly Yambartsev, o verbete Teorema de Bayes foi revisto pela doutoranda do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP) Simone Harnik. De maneira semelhante aos artigos anteriores, a melhoria do verbete Teorema de Bayes envolveu a tradução do texto do Inglês para o Português disponível na Wikipédia.

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CEPID NeuroMat realiza IV Maratona de Edição Neurociência e Matemática

Créditos: Éder Porto / Wikimedia Commons / CC BY-SA 4.0

Por Marília Carrera

Na próxima semana, acontecerá a IV Maratona de Edição Neurociência e Matemática, promovida pelo Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (CEPID NeuroMat). O evento, aberto para todos os estudantes interessados da Universidade de São Paulo (USP), incluirá a edição de verbetes sobre neurociência e matemática na Wikipédia precedida por um breve treinamento sobre o uso de ferramentas da Web 2.0 em difusão científica.

 

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CEPID NeuroMat fala sobre a Wikipédia a estudantes da ETEC Jornalista Roberto Marinho

Estudantes da ETEC Jornalista Roberto Marinho. Créditos: Sturm/Wikimedia Commons/CC BY-SA 4.0

Por Marília Carrera

Na quarta–feira (14/06), a bolsista da área de difusão científica do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (CEPID NeuroMat) Marília Reinato Carrera e o assistente de comunicação Célio Costa Filho apresentaram aos estudantes da ETEC Jornalista Roberto Marinho a Wikipédia e os seus possíveis uso em educação e em pesquisa.

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Fla-Flu no Cérebro: a construção de um roteiro

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(crédito: arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

Representar em imagens um artigo científico é um processo não convencional de apreensão do conhecimento. Ao me debruçar sobre o artigo Fla-Flu no Cérebro – assinado por Antonio Galves, coordenador do CEPID NeuroMat – mergulhei no conteúdo que estava sendo narrado para que pudesse desenvolver um roteiro que conduziu a criação do primeiro vídeo da minha pesquisa: Neuromatemática Representada.

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Fla-Flu no Cérebro, uma conversa com Antonio Galves

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(crédito:arquivo pessoal)

Por Giulia Ebohon

O artigo acadêmico Fla-Flu no Cérebro, escrito por Antonio Galves, deu início à parte prática da pesquisa Neuromatemática Representada, sendo utilizado como base para o primeiro vídeo que se propõe a utilizar imagens para a transmissão do saber científico.

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Revista Pesquisa Fapesp – Uma intersecção entre ciência e arte

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(crédito: Stux/Pixabay)

Por Maria Guimarães*

 

No ápice da produtividade do Serviço de Desenho do Instituto Biológico, que funciona num imponente prédio rosado considerado um dos maiores expoentes do estilo art déco do país,  na zona sul da capital paulista, 17 desenhistas produziam uma profusão  de ilustrações de plantas, animais e suas doenças  para dar visibilidade à pesquisa integrando artigos científicos, aulas e folhetos de divulgação, entre outros. “Havia uma camaradagem entre os pesquisadores,  que em geral eram médicos, e os ilustradores”, conta  a bióloga Márcia Rebouças, uma das autoras do Catálogo do acervo de ilustradores do Museu  do Instituto Biológico, lançado em novembro.  “Um dependia do outro para dar visibilidade  ao seu trabalho, não  havia uma percepção de que um fosse mais importante do que o outro.”

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Os problemas da terminologia dos índices de investimento em ciência e tecnologia

Por Daniel Dieb

Na minha primeira postagem neste blog, falei sobre meus objetivos enquanto pesquisador do CEPID NeuroMat, que são a elaboração de um curso online de jornalismo científico e a produção de um artigo acadêmico sobre o mesmo tema. Os percalços apareceram tão logo eu comecei a fazer a pesquisa. O primeiro — e até agora mais importante — está sendo o esclarecimento da terminologia usada pelos índices que mensuram a ciência, tecnologia e inovação (CTI) de um país.

Em parceria com a UNESCO, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) realiza em nível mundial os principais levantamentos sobre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Os manuais da OCDE sobre as metodologias aplicadas nos levantamentos, como o Manual Frascati, tentam padronizar os dados das políticas para a ciência, o que facilitaria as comparações entre os países. O Brasil ainda não é membro da OCDE, embora coopere com a organização e recentemente o país tenha entrado formalmente com um pedido de adesão.

O Brasil usa definições diferentes das utilizadas pela OCDE, que separa os investimentos em CTI em três categorias:

  • Investimento em P&D
  • Investimento em STC (serviços técnicos e científicos)
  • Investimento em CTET (educação e formação científicas e tecnológicas)

Já para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o investimento em CTI se divide em duas categorias:

  • Investimento em P&D
  • Investimento em ACTC (atividades científicas e técnicas correlatas)

Investimento em P&D é a única categoria usada tanto pela OCDE quanto pelo Brasil. Ela engloba as pesquisas básica e aplicada e o desenvolvimento experimental, ou seja, P&D é a atividade criativa voltado para aumentar o conhecimento da instituição ou empresa e criar novas aplicações.

Só recentemente é que o governo brasileiro passou a divulgar os índices de investimento em CTI separado por categorias. Isso facilita na hora de comparar o Brasil com outros países a partir da perspectiva da categoria P&D; por outro lado, dificulta na comparação a partir da perspectiva da categoria ACTC (usada pelo Brasil) e das categorias STC e CTET (usadas pela UNESCO/OCDE).

Logo, a questão principal que me apareceu foi: quais as diferenças entre as categorias de investimento em ACTC e investimento em STC e em CTET?

Para facilitar o entendimento, imagine um círculo que corresponda a todo dispêndio em CTI e círculo menor dentro dele, que corresponde ao investimento em P&D. O que fica de fora deste, mas ainda dentro do círculo de CTI, são os gastos com atividades não criativas. Essas atividades também são separadas por categoria de investimento. Como vimos, o Brasil as classifica como atividades científicas e técnicas correlatas (ACTC), enquanto a UNESCO as separa entre serviços técnicos e científicos (STC) e educação e formação científicas e tecnológicas (CTET).

A categoria ACTC abrange os serviços científicos e tecnológicos prestados por bibliotecas, arquivos, museus de ciência, jardins botânicos e zoológicos, levantamentos topográficos, geológicos, hidrológicos, prospecção para identificação de petróleo e outros recursos minerais, metrologia, padronização, controle de qualidade.

Já as categorias STC e CTET englobam os serviços científicos prestados por bibliotecas e museus, a tradução e publicação de obras sobre C&T, o levantamento topográfico e a prospecção, coleta de informação sobre fenômenos socioeconômicos, os testes, a padronização e o controle de qualidade, as atividades de consultoria para os clientes bem como as atividades sobre patentes e licenças por parte do governo e administrações públicas.

Não é possível afirmar que as categorias de investimento STC e CTET sejam o mesmo que a categoria ACTC, visto que há diferenças quanto ao campo que cada termo abrange, embora elas também tenham semelhanças. Inclusive, o debate sobre a metodologia usada nos indicadores de CTI é recorrente. Em reunião do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antonio Galvão, diretor do CGEE, disse que Brasil usa indicadores que “focam ciência e tecnologia de forma abrangente e difusa”. O tema da reunião era justamente sobre indicadores.

Para Galvão, incluir os gastos do tipo ACTC junto às estatísticas de P&D “provoca confusões e nos afasta de uma desejável comparação internacional nesse terreno”. Por outro lado, ele ressalta que o levantamento das ACTC é importante para certos objetivos da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Após o encontro do CGEE, Galvão escreveu uma carta para o então Ministro de CTI Sérgio Rezende, na qual ele recomenda que o país se concentre em dados P&D para avaliar o dispêndio público e privado na área. Quanto à terminologia, Galvão sugeriu a separação do levantamento de dados sobre ACTC do levantamento de dados de P&D.

Compreender as diferenças das palavras usadas pelo Brasil e pela UNESCO/OCDE apresentou-me a um debate que parece estar em voga, visto que essa questão de fato dificulta na comparação entre países das políticas para ciência, tecnologia e inovação, assim como suas estruturas.

Certamente esta é apenas a primeira de muitas questões que irão aparecer. Apresentá-las de modo claro servira também como instrumento para que eu possa melhor compreender o assunto abordado.