Como a realidade virtual ajudou Clemson Tigers a chegar à final do futebol americano universitário

*Por Thais May Carvalho

O time de futebol americano da Universidade de Clemson chegou à final do campeonato de futebol americano universitário em quatro dos últimos cinco anos, e conseguiu vencer dois títulos nacionais. Parte desse sucesso, segundo o técnico dos Tigers, Dabo Swinney, se deve a adoção de recursos tecnológicos por parte do time, entre eles, a realidade virtual.

Desde 2015, Clemson utiliza o serviço da Strivr para fazer simulações de situações do jogo com a realidade virtual, que é uma tecnologia de muita imersão, então a sensação é de o atleta está realmente em campo. Essa tecnologia consiste em um óculos de RV, fones de ouvido, um controle e uma câmera 360 graus que capta as jogadas a partir da linha de scrimmage. 

Tão importante quanto o preparo físico para um jogo de extremo contato, a preparação mental é essencial para os atletas de futebol americano. Por isso, a realidade virtual pode auxiliar jogadores de qualquer posição a simularem situações que ocorrem durante uma partida, como os bloqueios, a blitz, as pressões e os posicionamentos de ataque e defesa, por exemplo. No entanto, ela é especialmente útil ao quarterback. Segundo Swinney, Clemson possui mais de 4 mil jogadas no sistema de RV para que os QBs possam estudar o livro inteiro de jogadas do próprio time e das defesas adversárias..

Essa tecnologia permite que os jogadores treinem em um ambiente controlado e sem contato físico, conservando seus corpos para o dia do jogo. Além disso, ela proporciona um maior número de repetições em menor tempo, deixando, assim, as seções de estudos e treinos mais ágeis.

Em um jogo tão estudado como o futebol americano, qualquer diferencial que se tenha sobre os adversários tem um grande impacto durante a temporada. O sucesso de Clemson Tigers nos últimos anos mostra como a tecnologia (nesse caso, a realidade virtual) pode contribuir para a evolução do esporte.

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 5

*Por Thais May Carvalho

Como mencionado no post “Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1”, o objetivo desta publicação é compartilhar trabalhos jornalísticos de destaque que foram feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas, assim como abordado foi no artigo “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, que ainda está em processo de submissão em uma revista científica. 

Esse é o quinto post dessa série e, vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas.

O tema das produções da parte 5 tem a ver com a apresentação dos bastidores da produção científica, ou seja, o trabalho que os cientistas fazem, mas as pessoas geralmente não têm acesso. Confira abaixo os próximos vídeos da nossa lista.

Life on Mars: At Home In the Habitat: No meio de um vulcão no Havaí existe uma base da NASA que simula como seria a vida em Marte. Nesse vídeo em 360 graus, o New York Times mostra como vivem e no que trabalham os seis cientistas que estão ali.

Behind the Scenes at the Natural History Museum: Quando vamos a um museu, vemos somente aquilo que está exposto. Por isso, nessa produção em 360 graus, o New York Times leva o espectador até os bastidores do Museu de História Natural de Nova York, onde cientistas trabalham com fósseis, animais e antiguidades.

First-Ever 3D VR Filmed in Space: Feito pela National Geographic, o último vídeo desta série de posts leva o espectador até a Estação Espacial Internacional, onde os astronautas mostram como vivem no espaço e qual é o seu trabalho ali (isso sem contar as belas imagens que eles veem da Terra).

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 4

*Por Thais May Carvalho

Como mencionado no post “Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1”, o objetivo desta publicação é compartilhar trabalhos jornalísticos de destaque que foram feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas, assim como foi abordado no artigo “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, que ainda está em processo de submissão em uma revista científica. 

Esse é o quarto post dessa série e, vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas.

O tema das produções da parte 4 tem a ver com a introdução e a educação de conceitos científicos a partir de uma ferramenta diferente e interativa, que é a realidade virtual. Confira abaixo os próximos vídeos da nossa lista.

Bending the Rules of Geometry: A matemática pode parecer um assunto complicado para muitas pessoas. Por isso, o New York Times, utilizando a tecnologia da realidade virtual, explica nesse vídeo o que é a geometria hiperbólica.

Miracle of Life: Também utilizando a realidade virtual, nesse vídeo a Jaunt mostra como acontece o milagre da vida dentro do corpo humano, desde o momento em que o espermatozóide entra no útero até o feto estar completamente formado.

Take a Virtual Reality Tour of Six Real Exoplanets: Sem dúvida, um dos vídeos mais interessantes dessa série de publicações é esta produção da We The Curious. Esse vídeo em realidade virtual leva o espectador até seis planetas fora da nossa galáxia e mostra o ambiente de cada um deles.

Meet the Largest Dinosaur Ever Discovered: Produzido pela BBC, essa experiência em realidade virtual coloca o espectador perto do maior dinossauro que andou pela Terra, o Titanossauro.

The Okavango After Dark in 360: Com o objetivo de apresentar a vida animal na região do Okavango, a National Geographic produziu uma série de vídeos em 360 graus em quatro partes. Esse é o terceiro episódio e ele mostra como o ambiente muda no Okavango quando o sol se põe.

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 3

*Por Thais May Carvalho

Como mencionado no post “Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1”, o objetivo desta publicação é compartilhar trabalhos jornalísticos de destaque que foram feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas, assim como foi abordado no artigo “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, que ainda está em processo de submissão em uma revista científica. 

Esse é o terceiro post dessa série e, vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas.

O tema das produções da parte 3 tem a ver com o fato de que a realidade virtual ajuda a despertar a curiosidade das pessoas sobre temas importantes e que estão ligados à ciência. Confira abaixo os próximos vídeos da nossa lista.

Greenland Melting: Entre os diversos temas importantes relacionados à ciência está a questão do aquecimento global. Por conta disso, a PBS fez esse vídeo de 12 minutos em realidade virtual sobre como as mudanças climáticas estão tendo um grande impacto no rápido derretimento das geleiras na Groenlândia.

Brazil’s Disappearing Wild Jaguars: Outra questão importante na ciência é a preservação da fauna e da flora. Dessa forma, a Vice produziu um vídeo em 360 graus de 20 minutos sobre todo o trabalho de conservação da onça-pintada no Pantanal brasileiro.

Ebola Outbreak 360: As epidemias também são um tema importante com o qual a ciência tem lidar. Em 2014, aconteceu na África um grande surto de Ebola, e esse vídeo da PBS mostra como essa doença surgiu, se espalhou, foi combatida e os danos que causou nas comunidades afetadas.

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 2

*Por Thais May Carvalho

Como mencionado no post “Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1”, o objetivo desta publicação é compartilhar trabalhos jornalísticos de destaque que foram feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas, assim como foi abordado no artigo “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, que ainda está em processo de submissão em uma revista científica. 

Esse é o segundo post dessa série e, vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas.

O tema das produções da parte 2 tem a ver com o poder que a RV tem de colocar o espectador dentro de espaços que ele não tem acesso. Confira abaixo os próximos vídeos da nossa lista.

Step Inside the Large Hadron Collider: Essa produção da BBC leva o espectador até o interior do CERN, onde está o maior acelerador de partículas do mundo. Com uma visão 360 graus do local, o vídeo mostra a enorme estrutura que é necessária para realizar este ambicioso projeto de física.

So You Want To Be An Astronaut?: Por meio deste vídeo, a Euronews leva o espectador até um centro de treinamento para astronautas na Alemanha. Ali, uma especialista mostra todos os espaços nos quais os astronautas simulam como seria sua vida no espaço.

Exploring An Underground Dark Matter Lab in 360°: Outro ambiente que geralmente somente cientistas têm acesso é o laboratório de matéria negra SNOLAB, no Canadá. Porém, com esse vídeo em 360 graus feito pela Vice, o público pode ver em todos os ângulos esse grande laboratório subterrâneo.

Polar Obsession 360: Outro local de difícil acesso para o público geral é o mar da Antártida. Por isso, a National Geographic nos mostra como é esse ambiente em 360 graus e ainda acompanha o mergulho do fotógrafo Paul Nicklen nas águas congelantes, que são habitadas por leões marinhos.

This Could Be the Death of Urban Astronomy: A Seeker produziu um vídeo em 360 graus que explica como a luz das cidades está afetando a atividade dos astrônomos. Para isso, ela leva o espectador para dentro de um grande observatório na Califórnia.

Divulgação Científica e Realidade Virtual – Parte 1

*Por Thais May Carvalho

Em junho de 2019, quando entrei para a equipe de difusão do CEPID NeuroMat, mencionei no post “Jornalismo Imersivo Em Vídeos 360 Graus Como Método De Divulgação Dos Processos Científicos: O Novo Projeto Do NeuroMat” que um dos meus objetivos era escrever um artigo para investigar como os vídeos em 360 graus podem funcionar como forma de divulgação científica. 

Este artigo, chamado “Os Desafios da Divulgação Científica: A Realidade Virtual como um Meio De Ampliação das Atividades de Difusão”, está em processo de submissão em uma revista científica, porém, ele tem uma seção que aborda especificamente vídeos jornalísticos feitos em realidade virtual e que estão relacionados com atividades científicas. Esses foram divididos em cinco categorias diferentes e nós vamos falar sobre cada uma delas nos próximos posts do blog.

Esta primeira postagem se refere à categoria preservação da memória e da história, afinal a realidade virtual é capaz de recriar eventos históricos e colocar o espectador no meio deles. Além disso, essa tecnologia permite a criação de “museus virtuais”.

Vale ressaltar que, se possível, é recomendado assistir aos vídeos a seguir com um óculos de realidade virtual, pois, como falamos no post sobre imersão em RV, ele proporciona uma maior imersão nas narrativas. Confira abaixo os primeiros vídeos da nossa lista.

RecoVR: Mosul, a Collective Reconstructive: Esse vídeo é uma parceria entre a The Economist e o Projeto Mosul. Nele, o espectador pode ver um museu virtual com diversas antiguidades que foram destruídas por conta da guerra na Síria.

Inside Auschwitz: Produzido pela WDR, esse vídeo leva a pessoa até o campo de concentração de Auschwitz, enquanto três sobreviventes da Segunda Guerra Mundial contam o que presenciaram durante sua prisão no local.

Divulgação científica no Brasil pelo olhar dos cientistas

*Por Thais May Carvalho

A partir da leitura de artigos sobre a divulgação científica (DC) no Brasil, é possível perceber que existe uma insatisfação sobre a sua qualidade. Uma pesquisa feita em 2016 por Luisa Massarani e Hans Peters com quase mil cientistas brasileiros mostra a perspectiva desses profissionais acerca da DC no país e da sua interação com jornalistas da área.

De forma geral, os entrevistados concordam que os cientistas devem comunicar suas pesquisas de forma interessante e que seja compreensível para todos, podendo até fazer paralelos entre a sua pesquisa e a vida das pessoas. Além disso, eles acreditam que, por conta do conhecimento que possuem, devem opinar sobre as decisões (sejam elas políticas, econômicas, entre outras) que tenham relação com a sua área.

Apesar de dizerem nesse estudo que não gostam de dedicar muito tempo aos jornalistas, como um todo, os cientistas avaliam sua interação com os mesmos de uma forma positiva e, em sua maioria, acham que a cobertura da imprensa sobre sua pesquisa tem um efeito positivo sobre ela. 

Eles também afirmam que deveriam ser consultados antes da publicação da matéria que participaram para evitar erros. Além disso, eles gostariam que os repórteres evitassem o comprometimento das informações, que a mídia ajudasse na educação científica da população e que, além dos resultados das pesquisas, também fossem mostrados os métodos e processos científicos, para que as pessoas pudessem compreender as razões pelas quais a ciência é feita. No entanto, os pesquisadores acreditam que nenhuma dessas expectativas é atendida pelas atividades de DC no Brasil e que a cobertura sobre ciência não é precisa.

Outro dado interessante apontado pela pesquisa de Massarani e Peters é o da relação do cientista com o público geral. Os entrevistados acreditam que quanto maior o conhecimento das pessoas, mais positiva é a sua atitude em relação à ciência, por isso eles dizem que se comunicar com o público, tratando-o como igual, é uma parte importante do dever científico. No entanto, ao contrário do desejo da população de participar das decisões científicas, como foi apontado na pesquisa “Percepção Pública da C&T no Brasil”, os cientistas rejeitam a ideia do público ter algum tipo de poder no que diz respeito à política relacionada à ciência.

Referência Bibliográfica: MASSARANI, Luisa; PETERS, Hans. Scientists in the public sphere: Interactions of scientists and journalists in Brazil. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 88, n. 2, p. 1165-1175, 2016.