Encontros no NeuroMat: Osame Kinouchi compartilha sua pesquisa sobre atividades neuronais espontâneas

 

*Por Thais May Carvalho

No último dia 12 de junho, o professor Osame Kinouchi Filho veio da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto até a sede do CEPID NeuroMat, no campus da USP em São Paulo, para nos contar sobre a sua mais recente pesquisa: Self-organized critical balanced networks: a unified framework. Esse artigo foi feito em colaboração com os pesquisadores Mauricio Girardi-Schappo, Ludmila Brochini, Ariadne Costa e Tawan Carvalho.

Doutor em física e professor da USP de Ribeirão Preto, Osame está associado ao NeuroMat desde 2015, quando Antonio Carlos Roque da Silva Filho, um dos investigadores associados do núcleo, o convidou para integrar a equipe. Naquela época, Kinouchi já trabalhava com os neurônios estocásticos (também conhecidos como neurônios probabilistas), um modelo desenvolvido pelos professores Antonio Galves e Eva Löcherbach, dois dos principais pesquisadores do NeuroMat.

Porém, Osame e a sua equipe têm uma abordagem voltada mais para a área da física estatística, enquanto as pessoas da sede em São Paulo se concentram na parte mais rigorosa dos teoremas e da matemática.

O artigo mais recente de Kinouchi, publicado em junho de 2019 e tema da sua última palestra no NeuroMat, fala sobre a atividade neural espontânea, ou seja, quando os neurônios estão ativos mesmo sem receber estímulos externos. Osame explica que algumas dessas atividades espontâneas da rede são responsáveis por determinadas patologias, dando como exemplo a epilepsia.

Nessa pesquisa, criando simulações com neurônios simplificados, foi possível notar que num determinado ponto dentro do Modelo de Brunel (mais especificamente no ponto-balanceado) existem avalanches neuronais, que é um tipo de atividade que segue a mesma lei de terremotos de Gutenberg-Richter.

Para Osame, isso significa que dois grupos que não se comunicam entre si, que são a comunidade de redes balanceadas (grupo de cientistas que segue o Modelo de Brunel e não pesquisa as avalanches neuronais) e a comunidade de redes críticas (grupo de cientistas que trabalha com a rede de avalanches), agora podem se unir em torno desse novo modelo, que mostra que ambos paradigmas, na verdade, se juntam em um só.

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Jornalismo Imersivo em Vídeos 360 Graus como Método de Divulgação dos Processos Científicos: o novo projeto do NeuroMat

Olá

Meu nome é Thais May Carvalho e sou formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Em junho, entrei para a equipe de difusão científica do CEPID NeuroMat com a bolsa do Programa José Reis de Incentivo ao Jornalismo Científico, da FAPESP.

Sob a supervisão do Dr. Fernando da Paixão e do João Alexandre Peschanski, que foi meu professor de Ciência Política no terceiro ano da faculdade, as minhas funções no NeuroMat são divididas em duas áreas: a prática e a teórica.

Para ajudar a divulgar o trabalho que está sendo feito aqui dentro, todos os meses será produzido um pequeno vídeo sobre as pesquisas realizadas no NeuroMat. Além disso, no final de novembro será divulgado um minidocumentário em 360 graus para mostrar como é o dia-a-dia dos pesquisadores da equipe que desenvolve o Cérebro Estatístico.

Já a parte teórica do meu trabalho será fazer um artigo para investigar como os vídeos em 360 graus funcionam como forma de divulgação científica. Essa nova ferramenta da comunicação ajuda a contar histórias sem a quarta fronteira, ou seja, diminuindo a distância entre o que é vivido pelos personagens e o espectador, criando assim uma maior imersão na narrativa. Como essa é uma área ainda muito nova no jornalismo (as primeiras produções em realidade virtual começaram no começo dessa década), ainda não há muita produção bibliográfica que aborde o uso do 360 jornalisticamente, em especial no jornalismo de divulgação científica.

Dessa forma, nós buscaremos explorar essa nova fronteira da comunicação, tentando aproximar o público, por meio dos vídeos em 360 graus, do trabalho que os cientistas fazem diariamente no NeuroMat.

Redes Sociais como Abordagem Terapêutica para Pessoas com Lesão do Plexo Braquial: o novo projeto do NeuroMat

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Matheus Cornely apresentando seu projeto de pesquisa no NeuroMat

Olá!

Eu sou o Matheus Cornely Sayão. Sou formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Lìbero e atualmente estudo psicologia pela Universidade Anhembi Morumbi. Comecei a fazer parte da equipe de difusão do CEPID NeuroMat em Abril com a bolsa do Programa José Reis de Incentivo ao Jornalismo Científico, da FAPESP. Na equipe, minhas atividades práticas envolvem a difusão científica através das redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Youtube, além de interações virtuais em rede.

No projeto de pesquisa, eu proponho investigar as dinâmicas de sociabilidade, temas, dificuldades e demandas que as pessoas com lesão no plexo braquial expressam quando conectadas em rede. A partir disso, minha pesquisa envolve tanto a coleta e análise de dados extraídos das redes sociais como a participação ativa nas comunidades virtuais consolidadas. O intuito da pesquisa será desenvolver estratégias de comunicação e melhorar a interação entre a iniciativa ABRAÇO e pessoas com lesão no plexo braquial. Tudo isso levando em consideração o papel que a internet e, em especial, as redes sociais possuem na reconfiguração das comunidades terapêuticas e na transmissão da ciência.

Uma revisão bibliográfica com artigos envolvendo empoderamento, abordagens terapêuticas e comunidades virtuais será, também, feita com o intuito de entender a gama possível de intervenções em comunidades virtuais terapêuticas e os benefícios da participação nesses grupos.

Através das instruções e supervisão dos professores João Alexandre Peschanski e Fernando da Paixão, minhas atividades serão:

  1. Elaboração de um artigo de pesquisa sobre o papel e a importância das redes sociais no contexto de lesão no plexo braquial, em vista de uma publicação acadêmica a ser submetida no contexto da bolsa;
    2. Publicar um artigo em um meio de comunicação de público amplo sobre o uso de redes sociais como abordagem terapêutica para pacientes com lesão no plexo braquial;
    3. Manter com pelo menos uma postagem por semana o blog “Traço de
    Ciência”, sobre difusão científica do NeuroMat, em língua portuguesa;
    4. Manter com pelo menos uma postagem semanal a página no Facebook da iniciativa ABRAÇO, com material relacionado ao trabalho de equipe;
    5. Participar com pelo menos uma postagem semanal em comunidades no Facebook, Youtube e Twitter.
  2. Captação, conceitualização e classificação de conteúdos postados pelos pacientes que sofrem com lesão no plexo braquial em redes sociais, com o intuito de produzir a publicação acadêmica a ser submetida no contexto de bolsa;
    7. Acompanhamento de formação em difusão científica com a realização de um Curso de Introdução ao Jornalismo Científico e de um programa de estudo específico elaborado pelo supervisor científico.

 

NeuroMat Statement of Impact

O estudo do cérebro é provavelmente o tópico de pesquisa mais importante de nossos tempos. Uma evidência dessa afirmação foi a concomitante criação de diversas iniciativas relacionadas, incluindo o BRAIN Initiative (Estados Unidos, 2013), o Human Brain Project (Europa, 2013), o Brain/MINDS (Japão, 2014) e o China Brain (China, 2016). A decisão da FAPESP no ano de 2013 de criar o CEPID NeuroMat remete a esse contexto.

A característica que distingue o NeuroMat em comparação às iniciativas supracitadas é a ênfase no desenvolvimento de um novo quadro matemático para enfrentar os desafios levantados pela neurobiologia contemporânea. Isso vai ao encontro das críticas que Edvard Moser, psicólogo e neurocientista norueguês ganhador de um Prêmio Nobel, levantou contra o Human Brain Project, muita embora seja uma crítica que possa ser aplicada também às demais iniciativas:

As I understand it, tons of data will be put into a supercomputer and this will somehow lead to a global understanding of how the brain works, but to simulate the brain, or a part of the brain, one has to start with some hypothesis about how it works. Until we at least have some well-grounded theoretical framework, building a huge simulation is putting the cart before the horse“.

O objetivo do CEPID NeuroMat é o desenvolvimento desse quadro teórico ao qual Moser se refere e essa iniciativa pioneira coloca São Paulo na vanguarda da pesquisa mundial em neurociência.

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Versões audíveis de pinturas no Projeto Wikipédia da Faculdade Cásper Líbero

* Por Giovanna Fontenelle

Entre as várias atividades wiki da equipe de difusão do CEPID NeuroMat (também conhecida como Wiki Movimento Brasil) está o Projeto Wikipédia da Faculdade Cásper Líbero em 2018, desenvolvido por João Alexandre Peschanski, supervisor de comunicação do CEPID NeuroMat e professor da Faculdade Cásper Líbero. Nesta iniciativa, alunos da instituição realizam atividades, entre elas a produção e carregamento de versões audíveis de pinturas na Wikimedia Commons.

Este projeto está sendo realizado pelo segundo ano seguido. Em 2017, foram produzidos áudios sobre obras de artes de diversos museus. Já em 2018, o foco foram os quadros do Museu Paulista da USP, carregados pela equipe de difusão do NeuroMat, através da iniciativa GLAM ligada ao museu.

O intuito do principal do projeto é contribuir para a acessibilidade de obras de arte na internet, sobretudo nas plataformas Wikimedia, que também são muito relevantes na área de formação educacional. Por isso, o projeto conta com o apoio da ONG Laramara, que presta serviços à pessoas com deficiência visual, e da equipe educativa do Museu Paulista.

Para o bom desenvolvimento e produção desses conteúdos, os alunos foram orientados a seguir determinadas regras e a considerar as necessidades de ouvintes com deficiência visual. Estas orientações foram repassadas em cinco aulas, ministradas por Giovanna Fontenelle, bolsista de Jornalismo Científico no CEPID NeuroMat e ex-aluna da faculdade.

Dessa vez, o projeto das versões audíveis foi realizado com dois cursos da Cásper Líbero. Jornalismo produziu 90 versões audíveis e de Rádio, TV e Internet, 60. Cada aluno ficou responsável por dois quadros e, consequentemente, pela produção e carregamento de dois arquivos.

No curso de Jornalismo, as atividades foram coordenadas por Peschanski, que é professor de Ciência Política na instituição. Em RTVI, a coordenação também contou com a ajuda da professora de radiojornalismo, Filomena Salemme.

Para encontrar todos as audiodescrições e outras atividades já feitas no projeto, acesse este link. Já os arquivos produzidos pelo curso de Jornalismo, em 2018, estão disponíveis aqui e, os de RTVI, aqui.

 

A terceira área expositiva da exposição NeuroMat

* Por Giovanna Fontenelle

O CEPID NeuroMat realiza, atualmente, um projeto de exposição científica, com o intuito de atuar ainda mais na difusão do conhecimento em neuromatemática. Por enquanto, os objetos do evento estão programados para serem divididos em três áreas expositivas: (1) córtex, (2) cérebro estatístico e (3) como fazer estatísticas sobre o cérebro.

Na terceira área expositiva, a intenção é desenvolver um objeto que ajude na compreensão estatística dos desafios científicos do CEPID NeuroMat. Um exemplo é o Fla-Flu do cérebro, que ilustra a Lei dos Grandes Números.

Referências para a construção deste objeto são o texto “Fla-Flu no Cérebro”, redigido por Antonio Galves e publicado na revista Mente & Cérebro, aqui, e o filme que foi realizado a partir desse texto, aqui.

As outras áreas expositivas foram exploradas em posts do blog Traço de Ciência. Acesse o primeiro neste link e, o segundo, aqui.

A segunda área expositiva da exposição NeuroMat

* Por Giovanna Fontenelle

O CEPID NeuroMat realiza, atualmente, um projeto de exposição científica, com o intuito de atuar ainda mais na difusão do conhecimento em neuromatemática. Por enquanto, os objetos do evento estão programados para serem divididos em três áreas expositivas: (1) córtex, (2) cérebro estatístico e (3) como fazer estatísticas sobre o cérebro.

Na segunda área, o cérebro estatístico, planeja-se exemplificar o conceito de cérebro estatístico. Para esta seção, espera-se usar o Jogo do Goleiro, como objeto, assim como concertos de música.

O Jogo do Goleiro está associado ao estudo do aprendizado estrutural. Este objeto integra uma linha principal de pesquisa do CEPID NeuroMat. Já nos concertos, a ideia é trabalhar com piano e música no estilo jazz.

A primeira área expositiva foi explorada em outro post do blog Traço de Ciência. Acesse-o aqui.