Primeiros passos no entendimento do modelo Galves-Löcherbach

*Por: Monique Sampaio

As minhas primeiras semanas no CEPID/Neuromat consistiram sobretudo no início de estudos a respeito do modelo GL (Galves-Locherbach), que é base do meu projeto de difusão científica. Para tal, li a introdução que deu origem ao modelo, e pesquisei os termos que não compreendi por serem específicos do campo matemático. Alguns exemplos são: processo Markoviano, distribuição exponencial, processo estacionário, sistemas infinitos e dentre outros.

Além disso, tive duas reuniões com o diretor do Cepid/Neuromat, o professor Antonio Galves, com o objetivo de aprofundar a compreensão a respeito do artigo que ele mesmo produziu, e uma com Kadmo Laxa, que me explicou conceitos matemáticos mais iniciais, como a diferença entre probabilidade e estatística.

Por fim, fui inserida no grupo “Redes Sociais” do Cepid/Neuromat, onde participei de uma reunião como ouvinte. A minha participação nesse grupo será importante, uma vez que os pesquisadores integrantes trabalham com o processo não Markoviano, assim como o modelo GL. Por esse motivo, poderei ter uma compreensão prática a respeito deste conceito.

Escrevendo um roteiro de podcast

*Por Carolina Salles Carvalho

Nos últimos dias, fiquei focada em finalizar o roteiro do primeiro episódio do podcast, que é o meu projeto prático. Após alguns encontros com a docente Maria Elisa Pimentel Piemonte, coordenadora da Rede Amparo, foi decidido que o primeiro episódio seria sobre “diagnóstico”. Além de trazer o depoimento de pessoas com Parkinson, foi decidido que ela também seria entrevistada, assim como um médico neurologista. Juntas, criamos uma lista de perguntas para cada entrevistado e também fiz uma carta apresentando o perfil e o objetivo do podcast.

Nesse processo, também contei com a valiosa contribuição do docente Eduardo Vicente, que me fez alguns questionamentos para delimitar a identidade do podcast. Como referências dentro do modelo narrativo, ele trouxe dois exemplos que poderiam servir como guias: o primeiro deles é o podcast Vozes – Histórias e Reflexões (Rádio CBN), em especial os episódios sobre luto e depressão, e o Rádio Ambulante, um podcast que conta crônicas latinas e é produzido pela rádio pública americana NPR. A indicação é que ouvisse um episódio sobre o Programa Mais Médicos, que apresenta a história de um dos profissionais cubanos e acontece no Brasil.

Agora é escrever, reescrever e editar, a partir das orientações recebidas.

A curiosidade que move o mundo

*Por Carolina Salles Carvalho

“O conhecimento em si mesmo é um poder”. Começo o texto com essa frase atribuída ao filósofo Francis Bacon e que faz parte do módulo 2 (História da Ciência e da Tecnologia) do curso de “Introdução ao Jornalismo Científico”, recentemente concluído por mim. Nessa etapa, o curso nos convida a fazer um sobrevoo sobre a história da ciência e dos recursos que o homem lançou mão para entender o mundo, registrar os acontecimentos, intervir sobre a realidade e transmitir o que se sabia para as gerações futuras.

Escolhi a citação porque o conteúdo apresentado me fez pensar em como, desde as antigas civilizações orientais até a Europa medieval dominada pela Igreja Católica, o conhecimento e as tecnologias para divulgá-lo foram propositalmente restritos pelos governantes ávidos por se manterem no poder e, supostamente, agradar aos deuses (independentemente para quem se reza).

Também é interessante pensar como o homem buscou soluções, guiado pela lógica, por crenças e valores tão diversos. Chegamos até aqui movidos pela curiosidade em relação à vida e pela criatividade mesmo contando com recursos parcos para encontrar respostas (impulsionados, há que se dizer, por incontáveis guerras também). Só mais um dos nossos paradoxos.

Destaco, ainda, a presença da ciência islâmica como um dos assuntos mais interessantes dessa etapa, já que, até então, pouco sabia sobre a contribuição muçulmana em diferentes áreas. Por fim, na parte prática, o módulo pedia que a gente contribuísse complementando os verbetes da Wikipédia, existentes dentro da categoria “História da Ciência”. Um dos tópicos em que colaborei foi o de “alfabetização científica”, apresentando o conceito de “cultura científica”, proposto pelo cientista Carlos Vogt.

Caleidoscópio como metáfora

*Por Carolina Salles Carvalho

Quem cresceu antes do boom dos celulares, com certeza teve a oportunidade de manusear um caleidoscópio, aquele aparelho óptico formado por um tubo com fragmentos de vidro colorido, que cria diferentes imagens geométricas multicoloridas a cada pequeno movimento de rotação que a gente faz. Uma espécie de mágica para os olhos que a física nos proporciona quando o reflexo da luz exterior incide sobre pequenos espelhos inclinados que fazem parte do artefato.

Por que lembrei dessa engenhoca com gosto de infância? Porque nos últimos dias tive a oportunidade de apresentar o meu projeto de pesquisa “Informar contando histórias: um podcast para quem vive e convive com a doença de Parkinson” para os demais bolsistas da comunicação e de áreas correlatas. E, mesmo que essa escrita tenha sido tão recente, novos questionamentos foram feitos pelo meu orientador, João Alexandre Peschanski, me convidando a olhar para o projeto sob perspectivas até então inéditas. Terminei a apresentação com novas referências e várias interrogações que devem me acompanhar daqui para frente. 

De certa forma, quando a gente compartilha o nosso trabalho, ainda que tão incipiente, cada pessoa que nos ouve atentamente, gira o caleidoscópio, formando novas imagens e abrindo caminhos para outros “desenhos”, num trajeto coletivo que só termina quando a curiosidade acaba também. Ainda bem.  

Juntando as peças do quebra-cabeça

*Por Carolina Salles Carvalho

“A atribuição do termo ‘científico’ a alguma afirmação, linha de raciocínio ou peça de pesquisa é feita de um modo que pretende implicar algum tipo de mérito ou um tipo especial de confiabilidade. Mas o que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse ‘método científico’ que leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis?”.

Resgatei esse parágrafo introdutório do livro “O que é a ciência afinal?”, escrito por Alan Chalmers, para contar que nos últimos dias finalizei o primeiro módulo do Curso de Introdução ao Jornalismo Científico, produzido pelo NeuroMat. Além de uma aula sobre os elementos da metodologia científica, refleti sobre importância de Darwin para a construção da filosofia da biologia contemporânea e sobre o uso de metáforas tanto no cotidiano como no texto jornalístico, entre outras questões. Por fim, a atividade prática foi um exercício crítico sobre a cobertura jornalística da ciência, tendo como ponto de partida uma matéria publicada pela revista “Pesquisa Fapesp”.   

Também participei da primeira reunião específica sobre pesquisa com as demais bolsistas. Nesse momento inicial, preciso fazer um levantamento bibliográfico sobre duas possíveis interfaces de estudo, a partir do projeto proposto: jornalismo literário e divulgação científica ou storytelling e saúde, no contexto da produção dos podcasts. Em relação ao projeto prático, tive uma reunião com a pesquisadora Thais May e o professor Eduardo Vicente (ECA/USP), sendo que o docente trouxe vários questionamentos e algumas referências para enriquecer a construção do meu projeto.